sábado, 7 de março de 2009

A$ Razõe$ da Crise

As 3 Razões da Crise Financeira - 1ª Razão
« Para melhor entendimento do actual mundo financeiro»
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O que circula pela Net…
A informação que a informação não dá sobre a crise do – subprime. .
Artigo do semanário alemão "Die Zeit" – Para onde foi o dinheiro?
(extenso, abrangente e explicativo do crash de Outubro de 2008)
Sábado, Dezembro 20, 2008 14:19
Die CRASH DIE ZEIT, 27.11.2008 Nº. 49
[http://www.zeit.de/2008/49/DOS−Wo−steckt−das−Geld]
de Kerstin Kohlenberg e Wolfgang Uchatius
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"A crise financeira destruiu enormes fortunas. Os milhares de milhões de Euros não desapareceram, mas estão a ser redistribuídos. O rastro do dinheiro leva-nos às empresas de construção americanas, aos gestores bancários alemães e aos novos investidores chineses.
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“Na tarde do dia 31 de Outubro, no 2º. andar de uma moradia pintada de amarelo, no centro de Frankfurt, um fax começa a imprimir. Sai um total de 5 páginas. Na primeira página lê-se o cabeçalho do Commerzbank, na última a assinatura do Presidente do Conselho, Martin Blessing. Algures pelo meio encontra-se o número decisivo: 8,2 mil milhões de Euros. É este valor elevado que o Commerzbank pede à República Federal da Alemanha, representada pelo grupo "Soffin", o fundo extraordinário criado recentemente para a estabilização dos mercados financeiros.
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Na manhã do dia 17 de Novembro às 9H30, o Presidente do Conselho da Hypo Real Estate, Axel Wieandt, que se encontra na sala de conferência perto do Englischer Garten em Munique, agarra o telefone e fala com analistas financeiros de todo o mundo. Durante uma hora e dois minutos Wieandt relata sobre o que se passa no banco. O resumo: 3,05 mil milhões de Euros de prejuízos no terceiro trimestre de 2008.
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Na noite do dia 19 de Novembro Josef Ackermann, o chefe do Deutsche Bank, encontra-se na periferia da zona governamental em Berlim, na sala da Academia Católica, sentado num cadeirão azul claro perante 300 pessoas a quem diz que "esta é praticamente a primeira crise global e ainda nos encontramos na fase de gestão da crise".
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Quanto tempo durará esta crise? De acordo com a estimativa do Banco da Inglaterra os institutos financeiros em todo o mundo já perderam 2,8 bilhões de dólares. São 2800 mil milhões, o valor equivalente de 140 milhões de modelos VW Golf. Diz-se que o dinheiro "se evaporou", "desapareceu". E continua a perder-se dinheiro. A que montante ascenderá o prejuízo? Quantas falências se seguirão? Quantos mais bancos e grupos industriais terão que ser auxiliados pelo Governo? Ninguém sabe. No entanto a pergunta provavelmente mais interessante já tem resposta.
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Para onde foi o dinheiro?
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Os milhões desaparecidos transformaram-se em mármore no deserto do Nevada.
Esta pergunta é o início de uma longa viagem pelo deserto americano, pelo sistema bancário em Frankfurt e pela gestão de fundos na China. O Primeiro-ministro italiano, e empresário dos meios de comunicação social, Sílvio Berlusconi também surge na história, assim como uma pensionista alemã, que teve a sorte de não perder um único Euro na crise financeira. Esta senhora também desempenha um papel importante na crise, pois nestas semanas tem ajudado a salvar o mundo com o seu dinheiro, apesar de não fazer a mais pequena ideia disso.
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Durante a busca do rastro do dinheiro será demonstrado que é raro o este desaparecer para sempre e pouco provável que ele se queime. No entanto veremos que muda de proprietário com elevada frequência.
Onde está então o dinheiro? Onde estão os 2,8 bilhões de dólares?
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Existem muitas pessoas na Alemanha a quem poderíamos fazer esta pergunta: economistas, conselheiros financeiros, gurus da bolsa. Há um homem que parece estar mais apto para responder do que a maioria, porque, aparentemente, é um dos poucos que realmente percebeu os acontecimentos no mercado nos últimos anos.
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O homem chama-se Max Otte. Ele acaba de chegar de uma palestra em Frankfurt, amanhã voa para Viena onde aparecerá em televisão. Pelo meio tem uma tarde livre. Actualmente, Otte é muito requisitado. Ele entra no seu apartamento no centro de Colónia, tira o seu casaco e desaperta a gravata. Tem 44 anos e é de estatura baixa e corpulenta. Ainda há dois anos era um professor de economia desconhecido e leccionava no Politécnico (Fachhochschule) em Worms. Quando ligava a televisão via, de vez em quando, outros professores de economia, que não leccionavam no Politécnico, mas nas Universidades. Faziam quase sempre afirmações sobre o crescimento contínuo da economia e dos valores das acções.
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Otte defendia uma opinião contrária e estava convencido que o mundo caminhava para uma catástrofe económica.
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Decidiu escrever um livro no qual previa a queda nas bolsas, o colapso das bancas e a potencial insolvência do maior grupo americano de construtores de automóveis, a General Motors. "Se ler correctamente os sinais que a economia mundial nos transmite, haverá um enorme estrondo", escreveu Otte. Deu ao seu livro o título de "O crash vai chegar" (título original Der Crash kommt). Otte passou a ser o homem que sabia tudo. Já vendeu 200.000 exemplares e a versão em chinês já está a ser editada.
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Para onde foi o dinheiro? Otte fica a pensar e diz: "Se quiser saber para onde foi o dinheiro terá que viajar para a os subúrbios das grandes cidades na América. Tem que ver as casas." Por exemplo este: Mantua Avenue nº. 70, na pequena cidade de Henderson, estado do Nevada. Sobre o palacete paira um toque da Toscana com telhas redondas de barro, obturadores em madeira, uma varanda coberta e pequenos pinheiros no jardim. Olhando para o horizonte avistam-se os casinos de Las Vegas a brilhar. Olhando em redor vêm-se muitos palacetes, uns ao lado dos outros.
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A povoação chama-se Inspirada. Existem centenas de casas desabitadas, centenas de estruturas e dúzias ge estradas, como a Via Delle Arti Street ou Palazzo Reale Avenue. Estas estradas pretendem levar um pouco da Itália para a América, mas levam todas ao deserto. Esta terra era precisamente isso – deserto – antes de uma empresa imobiliária americana, a Toll Brothers começar a esbanjar o dinheiro aqui, num monte de areia com alguns cactos.
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Este boom imobiliário prolongou-se por dez anos, os créditos foram atribuídos a quase toda a gente. Foram investidos 550 milhões de dólares no terreno perto de Las Vegas, 790 hectares, do tamanho de 1400 campos de futebol. Outro tanto foi gasto para abrir caminhos, estradas e esgotos. Uma vendedora exageradamente maquilhada abre a porta da casa Toscana nº. 70. Trabalha para os irmãos Toll há dez anos. Dez anos em que ela e Las Vegas viviam bem. A vendedora aponta para o chão em mármore de 15.000 dólares, para a superfície de trabalho em granito de 1.300 dólares, para as escadas em cerejeira de 3.500 dólares e para o jacuzzi na casa-de-banho de 1.250 dólares.
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"Meu nome é Bob Toll." Ouve-se a voz vinda de um televisor na sala de estar. No plasma gigante passam inúmeros vídeos de vendas dos Toll Brothers. Clientes satisfeitos relatam sobre a felicidade de viverem em casas de sonho.
O valor pedido pelos Toll Brother ascende aos 600.000 dólares, diz a vendedora. Também avisa que há margem de negociação, pois pretende-se apenas reaver os custos. Mesmo assim não aparecem compradores, nem para as casas nesta rua, nem em qualquer outra. O dinheiro dos irmãos Toll está preso nas casas.
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Portanto, podemos encontrar a primeira resposta à pergunta sobre o paradeiro do dinheiro na cidade fantasma perto de Las Vegas: só no estado do Nevada estão 22 mil casas à venda. Em todo o país existem 4,67 milhões de casas e apartamentos desabitados. Ninguém os quer. Custaram uma média de 212.000 dólares o que perfaz um total de 990 mil milhões de dólares presos nas paredes e no chão.
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Ao longo de dez anos as empresas de construção americanas edificaram continuamente centenas, milhares de casas denominadas de McMansions com cinco quartos, escadas de acesso, candeeiros imponentes e pórticos. Ao longo de dez anos efectuaram os seus negócios, porque durante dez anos os americanos compravam tudo com quatro paredes.
O dinheiro para o negócio provinha dos bancos.
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Neste contexto, é necessários saber que os empréstimos são a base de qualquer sistema financeiro e que o crédito é o tipo de negócio mais antigo do capitalismo. A pessoa "A" pede um montante emprestado ao banco "B", que "A" paga com uma taxa, o juro. Trata-se de um bom negócio para ambas as partes. O banco encaixa os juros e obtém um lucro considerável. A pessoa "A" pode investir o dinheiro do empréstimo p. ex. na compra de uma casa que de outra forma seria impossível. A presunção é de que "A" possa auferir o crédito de “B”.
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Como é possível a crise americana afectar todo o mundo?
Nos últimos anos praticamente qualquer americano podia ter um crédito atribuído. Os juros eram mais baixos que nunca e a procura de casas aumentava. Consequentemente também aumentavam os preços. Devido a esse aumento acentuado de preços os agentes imobiliários começaram a contactar empregadas domésticas ou trabalhadores sazonais cujo salário era de cinco dólares a hora. Explicavam-lhes: Se comprar uma casa por 200.000 dólares e depois não for capaz de pagar o crédito, não haverá qualquer problema. Os preços aumentam. Em cinco anos o valor da casa ascenderá os 300.000 dólares. Desta forma poderá levantar um novo crédito sob a casa e pagar o antigo. Nada pode correr mal…
Portanto, as empregadas domésticas e os trabalhadores sazonais acorreram aos bancos. E os bancos atribuíam os créditos. Eles sabiam que se não conseguissem reaver o dinheiro, não havia qualquer problema, pois assim a casa seria deles. Além do mais em cinco anos o valor aumentaria para 300.000 dólares. Tratava-se de um negócio que conhecia apenas vencedores, pelo menos enquanto os preços subiam. Por este motivo as empresas de construção construíam mais e mais casas, 1,2 milhões de casas, ano a ano. E, logo, o número de pessoas a pedir mais dinheiro para as comprar aumentava.
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Até acontecer o que o economista americano de renome, Robert Shiller, da Universidade de Yale descreve de forma lapidar: "A enorme oferta de novas casas saturou o mercado e os preços dos imóveis começaram a descer."
De um momento para o outro, milhões de americanos não conseguiam novos créditos para financiar as antigas hipotecas. De um momento para o outro, os bancos hipotecários americanos perceberam que não iriam reaver os elevados montantes que tinham emprestado. Era o previsível Crédito-mal-parado.
Este dinheiro está embutido nos imóveis impossíveis de vender. Está também nos bolsos dos agentes imobiliários e dos proprietários anteriores, que venderam as suas casas com lucros. Está nas mãos dos produtores de cimento, nos condutores das retroescavadoras e nos trolhas que, desta forma, provavelmente conseguiram comprar carros japoneses, frigoríficos de marca alemã ou brinquedos, para as suas crianças, fabricados na China.
São os bancos hipotecários americanos que agora têm falta de dinheiro, não os grupos financeiros alemães, ingleses e suíços. Então como é possível que as más especulações sejam perpetradas por bancos americanos e os institutos bancários em todo o mundo registarem perdas de 2,8 bilhões de dólares? Como é possível que o banco alemão Commerzbank necessite de uma injecção de capital de 8,2 mil milhões de Euros por causa de casas não vendáveis no deserto do Nevada?
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Max Otte já disse que para perceber a expansão da crise é necessário dirigir os olhares para a indústria financeira. Desde há semanas as suas palestras têm como tema o mercado de capitais e as bolsas mundiais. Fala da Wall Street, da América, sua segunda pátria, onde se doutorou, em Princeton, tendo leccionado em Boston antes de se tornar um cidadão americano.
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A indústria financeira é predominantemente constituída pelos bancos de investimentos, diz Otte. Bancos como Goldman Sachs, JP Morgan, Morgan Stanley ou Lehman Brothers, cujos negócios se prendem principalmente com acções, empréstimos, opções e contratos a prazo. Na verdade não fazem nada de diferente de fabricantes de telemóveis, p.ex. Estão sempre à procura de novos telemóveis, ainda melhores. Os bancos de investimento procuram constantemente novos e melhores títulos de valor. Ambos ambicionam apenas uma coisa, vender os seus produtos.
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O produto que faz com que a crise se espalhe por todo o mundo chama-se Mortgage Backed Securities. O primeiro a vender este produto em grande estilo foi um banqueiro de investimentos natural da Itália e a residir em Brooklyn, Nova Iorque. Seu nome é Lewis Ranieri.
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As filas de cadeiras pretas do auditório Piper da Universidade de Harvard estão todas ocupadas quando Ranieri sobe ao pódio nos dias da crise. Tem 60 anos. Os cabelos e a barba estão grisalhos. No entanto a sua barriga que, conforme se consta, costumava ingerir Fast Food continua na mesma. Ranieri veio a Harvard explicar como tudo se descontrolou após a sua invenção. Coloca o discurso preparado à sua frente e respira fundo, depois pára e diz: "Bem, vou simplesmente dizer o que me vier à mente." Diz isso numa linguagem de classe operária de Nova Iorque. Ranieri não estudou em Harvard, nem em Stanford ou Princeton. Na verdade nem estudou, mas conseguiu ir mais longe que muitos banqueiros provenientes de universidades elitistas.
Há 30 anos os créditos eram objecto de especulação para os ricos.
Em 1968, com 20 anos de idade, iniciou a sua carreira profissional no departamento de correio do banco de investimentos Salomon Brothers, em Nova Iorque. A organização deste departamento foi tão eficiente que o banco lhe ofereceu trabalho como vendedor de títulos de valor. "Ele era desregrado, fala-barato e avarento", recorda um colega de então, "mas tinha o charme de uma pessoa que queria ser amada."
.Em 1978 Ranieri foi promovido a chefe do departamento de hipotecas do Salomon Brothers criado pouco tempo antes. Os bancos hipotecários americanos já tinham distribuído no país créditos no valor de 1,2 Bilhões de dólares. Já nesse ano, o mercado de hipotecas era maior que todo o mercado de acções dos EUA. Enquanto milhões de pessoas ganhavam com o mercado das acções, os créditos hipotecários eram um negócio entre duas partes apenas. O dinheiro ia do banco "B" para a pessoa "A" e vice-versa. Ranieri alterou isso. Ele fez do mercado hipotecário uma enorme bolsa, na qual qualquer um podia adquirir quotas das hipotecas em qualquer altura.
Ele transformou o crédito que "A" pediu ao banco americano "B" em título de valores. Assim, estes títulos já podiam ser vendidos ao banco alemão "C", ao banco inglês "D" e ao banco suíço "E". "
Começou assim... toda a CONFUSÃO Financeira!

A$ Razõe$ da Crise?

PARA MELHOR COMPREENSÃO DOS DESIGNADO
“PRODUTOS TÓXICOS” - 2ª Razão
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"Ranieri juntou várias hipotecas individuais num grande pacote que, dividido em partes, podia ser vendido – o tal Mortgage Backed Securities conhecido por MBS. Claramente dito estamos a falar de títulos de valor seguros por hipotecas. A partir daí os compradores de casas pagavam os juros das hipotecas apenas pró-forma aos bancos hipotecários. De facto, o dinheiro caía nos bolsos dos que tinham adquirido os títulos: bancos em todo o mundo, seguradoras, fundos de investimentos e seus clientes. Todos estes compradores apostavam no pagamento dos créditos das muitas pessoas "A".
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Teóricamente este negócio era bom para todos. O cliente recebia o crédito e comprava a casa, o vendedor dos títulos de valor recebia os juros e o banco hipotecário não precisava de esperar anos a fio para receber o dinheiro emprestado. Ele tinha vendido o crédito e já podia atribuir um novo. No início, tudo funcionava às mil maravilhas. Os títulos MBS de Ranieri tornaram-se bestsellers. Outros bancos de investimento entraram no negócio.
Casas de dinheiro e investidores financeiros de todo o mundo queriam estes títulos: o Deutsche Bank, o UBS suíço, o Crédit Agricole francês, o Royal Bank of Scotland britânico, o Grupo Mizuho japonês. A certa altura os pedidos de títulos MBS ultrapassavam a quantidade de hipotecas existentes nos EUA.
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Portanto, era preciso arranjar mais hipotecas. Os bancos hipotecários flexibilizaram os seus critérios de atribuição. Deixaram de pedir capital próprio, não pediam informações sobre os rendimentos, interessavam-se por trabalhadores sazonais e empregadas domésticas. E porque que motivo não devia ser permitido aos desempregados comprar três casas? Em pouco tempo atribuiu-se o nome Suprime a este tipo de crédito – de segunda classe. Nos anos 2000 a 2005 o volume subiu em 495 mil milhões de dólares para 625 mil milhões. Juntamente com os créditos de primeira classe, atribuídos a médicos e advogados solventes, foi possível transformar também as hipotecas Subprime em títulos de valor vendáveis.
Em 2005 o Goldman Sachs distribuiu dez mil milhões de dólares em prémios.
O tom de voz de Ranieri subiu. "Quando inventamos o sistema, a compra de uma casa era uma decisão para a vida!", diz ele. Mais tarde só interessava apostar em preços imobiliários em alta. "Mas os preços podiam baixar, mesmo que não quiséssemos acreditar nisso."
Ele também não queria.
Enquanto as empregadas domésticas e os trabalhadores sazonais especulavam para o futuro, os bancos de investimento inventavam novos produtos financeiros que escondiam os riscos gigantescos destas hipotecas. O que, em circunstâncias normais, seria apelidado de burla tinha agora nomes mais complicados como Collateral Debt Obligations ou Credit Default Swaps.
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Trata-se de títulos de valor que não têm qualquer explicação económica, diz o jornalista económico Wolfgang Münchau no seu livro "Vorbeben.Was die globale Finanzkrise für uns bedeutet" (tradução livre: "Tremor. O que a crise financeira global significa para nós"). Excepto numa coisa: "Que estes oferecem altas taxas aos bancos de investimento que os puseram no mercado."
Estas taxas aumentaram os lucros dos bancos de investimento e foram encaminhadas via pagamentos de prémios para os colaboradores. O Goldman Sachs p.ex., um dos bancos de investimento nova-iorquinos mais antigos distribuiu pelos seus colaboradores um bónus de dez mil milhões de dólares em 2005, no auge do boom. Fazendo as contas, cada colaborador receberia 500.000 dólares, mas não foi assim que o banco fez as contas. Só o administrador de então, Henry Paulsen recebeu 38,3 milhões. Entretanto vemos Paulsen na função de Ministro da Finanças dos EUA. O dinheiro que esta semana procura desesperadamente também foi para o seu bolso.
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Na altura o dinheiro foi dos bancos de todo o mundo para os bancos hipotecários americanos, mas um fluxo secundário levava o dinheiro para os bancos de investimento e seus gestores. Dos bancos hipotecários passou para os compradores de casas. Daí voltavam para os bancos de todo o mundo e para os proprietários de títulos de crédito, se os trabalhadores sazonais e as empregadas domésticas tivessem capacidade de saldar as dívidas e se os preços imobiliários tivessem subidos.
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No centro de Frankfurt existe uma zona de bancos, com um arranha-céus mais alto que os outros. Tem 259 metros de altura e é o segundo maior edifício da Europa. Trata-se de uma torre triangular de vidro e dos últimos pisos irradia um brilho amarelo de noite, parecendo pintado com cores florescentes. É o amarelo do Commerzbank e neste Banco Comercial alemão estão 300 especialistas à procura da antiga fortuna.
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A torre tem 50 pisos e nove jardins artificiais onde os colaboradores podem tomar café e vislumbrar a cidade. No piso 19º nascem bambus, no 35º, oliveiras e quatro pisos acima encontra-se o Departamento Financeiro. Entre os pisos 30º, e 42º, trabalham 300 pessoas. Não dão créditos, nem vendem títulos de valor. Na realidade o seu trabalho nada tem a haver com negócios bancários. Mesmo assim têm actualmente o trabalho mais importante no Commerzbank.
Têm que calcular quanto dinheiro o banco possui ou quanto lhe falta. Mais precisamente: Quanto ainda valem as propriedades do banco, os títulos de valor, os imóveis e os créditos. Chamam a este processo levantamento do valor. Os resultados são enviados para o último piso onde se encontra a Administração, directamente para a mesa de Eric Strutz.
Têm que relatar muitíssimos valores, este mês.
Strutz é o Presidente do Conselho do Commerzbank. Ninguém sabe mais sobre a fortuna do banco do que ele. Tem 44 anos de idade e é um dos mais jovens a ocupar esta posição na Alemanha. É um homem corpulento com um forte aperto de mão. Quando fala olha o interlocutor nos olhos, mesmo quando fala sobre assuntos desagradáveis, dizendo p.ex. "Este desenvolvimento dos mercados não era previsível."
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O Commerzbank investiu 1,2 mil milhões de Euros nos títulos Subprime. Ainda detém a maioria dos títulos, mas já ninguém quer comprá-los. Já não existe mercado para estes títulos. No seu balanço, o Commerzbank vê-se obrigado a contabilizar estes títulos com o valor de mercado exacto. Embora os títulos e as hipotecas ainda existam já não há mercado para eles. O dinheiro desapareceu.
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Uma parte desse dinheiro desapareceu para sempre nas casas vazias e em eminente degradação, mas a outra parte provavelmente reaparecerá. Na realidade ainda há detentores de créditos que pagam as suas dívidas. Muitos americanos conseguí-lo-ão. Trabalharão mais, gastarão menos e pagarão os créditos. Desta forma irá dinheiro para os proprietários dos títulos, voltará a haver compradores para eles, abrindo assim o caminho para voltarem a ter um valor de mercado. Só é preciso aguardar até que o caos se resolva. Tal como faz o pequeno accionista, cujas acções de veículos se encontram no valor mais baixo de sempre. Se for inteligente e tiver a capacidade financeira, espera até que a conjuntura se recomponha. Depois, o valor das acções aumentarão e o dinheiro voltará.
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O problema é que os bancos não podem esperar. "Temos que apresentar um relatório trimestral a cada três meses, um relatório anual de doze em doze meses", diz Sturtz. Embora os governos tenham alterado as regras do balanço na consequência da crise, os bancos continuam a ter que avaliar a maioria dos títulos de valor ao preço actual do mercado. Se o valor no dia do fecho for baixo, o prejuízo aumento. Se for alto, o banco vai à falência.
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Só na América 304 institutos hipotecários e 22 bancos pediram a insolvência nos últimos meses. O maior banco de investimentos e o mais famoso foi o Lehmann Brothers. Pouco depois de este falir seguiram-se os três maiores bancos da Islândia que também arrastaram o próprio estado da Islândia para a ruína. Se a Islândia faliu o que acontece com a Itália? A Grécia não estará também em perigo? E as finanças da Croácia estarão sólidas?
Esta é a grande pergunta dos últimos meses que os investidores financeiros de todo o mundo se colocam. De um momento para o outro os títulos de valor, que nada têm a haver com as hipotecas dos EUA, também perdem valor, nomeadamente os créditos estatais da Islândia, da Itália e da Grécia.
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Para os 300 especialistas em balanço do Commerzbank isto significa reavaliar constantemente o capital do seu banco. Está cada vez menor. Os números que os contabilistas entregam esta semana a Eric Strutz permitem-lhe reproduzir o curso da crise. Correcções dos valores na sequência da crise Subprime desde Agosto: 144 milhões de Euros. Depois da falência do Lehman: 371 milhões de Euros. Seguem-se as dificuldades na Islândia: 260 milhões de Euros.
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Quem ainda tem dinheiro investe-o e depois da crise será mais rico do que antes.
O resultado é que os bancos em todo o mundo precisam urgentemente de dinheiro para compensar as perdas de valor, muito mais dinheiro do que tinha sido investido nos créditos americanos Subprime. De repente já não se tratava de cem milhões de dólares, mas de muitos bilhões.
Outro resultado também é que as bolsas de todo o mundo de repente oferecem muito dinheiro para ganhar.
Mas as acções de quase todas as empresas não estão a perder valor desde há muitos meses? Não se fala de 23 bilhões de dólares que arderam nas bolsas?
Exactamente. O dinheiro desapareceu, mas não se queimou. Evaporou-se e isto tem outro significado nas bolsas. É como o vapor que se transforma em água quando arrefece. Assim, o dinheiro torna-se líquido e aparece.
Acontece que em muitos casos agora pertence a outras pessoas.
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"Vá ao 2iq e pergunte pelo Sílvio Berlusconi" disse Max Otte.
Num edifício de escritórios junto a um cruzamento e perto do edifício de bancos em Frankfurt encontram-se os irmãos Patrick e Robert Hable a avaliar os dados do mercado de capitais. Trata-se de dados especiais, os denominados negócios de insider.
Basta premir na tecla e Patrick Hable lê no monitor quem são os gestores que compraram acções das suas empresas para o seu depósito particular. São imensos. "Os dirigentes aproveitam os baixos valores da crise para comprar acções económicas", diz Hable.
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Levará muito tempo até o valor das acções aumentar e estabilizar. Mas quando chegar o momento uma grande parte dos bilhões que desapareceu das bolsas durante a crise ressurgirá. E pertencerá aos que investiram durante a crise, aos gestores de topo, aos investidores ricos, portanto aos que já tinham recebido o dinheiro nos anos passados. Um exemplo é Silvio Berlusconi. Em meados de Outubro o Primeiro-Ministro italiano e também empresário investiu 16 milhões de Euros em acções da sua empresa de meios de comunicação, a Mediaset, no momento em que esta tinha atingido o valor mais baixo de sempre.
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Outro exemplo é Warren Buffet. O investidor financeiro, e homem mais rico do mundo, acabou de comprar parte do grupo americano General Electric por 2,1 mil milhões de dólares.
E há também o príncipe saudita Alwaleed Bin Talal, que na semana passada anunciou a compra de acções da empresa americana Citibank, na qual o governo dos EUA injectou um capital de 20 mil milhões de dólares, por 350 milhões de dólares. A China aproveita a crise para entrar nas empresas ocidentais a baixo custo.
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Um dos maiores vencedores da crise poderá ser um homem magro com óculos, que fala em tom baixo e sorri frequentemente entre as frases que pronuncia. O homem chama-se Gao Xiqing. No interesse do seu superior, a República da China, investirá 80 mil milhões de dólares em empresas estrangeiras nos próximos meses. Gao Xiqing é chefe da China Investment (CIC), um dos maiores fundos estatais do mundo criado recentemente.
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Há vinte anos, no início do verão de 1989, o homem de 55 anos participou na manifestação na Praça da Paz Celestial (ou Praça de Tiananmen) em Pequim. O exército matou vários milhares de pessoas, mas Gao abandonou a praça antes deste acontecimento. Conforme afirma mais tarde, tinha chegado à conclusão que havia uma melhor forma de reforçar a democracia na China e desenvolver a economia. O governo investiu 200 mil milhões de dólares na CIC. A missão de Gao Xiqing é aumentar a riqueza do estado chinês. No ano passado Gao adquiriu uma parte da Morgan Stanley, o segundo maior banco de investimentos nos EUA por 5 mil milhões de dólares.
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Em Abril entrou com 4,4 mil milhões na JC Flowers, o fundo de um antigo gestor do Goldman-Sachs, que tinha como objectivo a compra económica de empresas financeiras debilitadas. Meses mais tarde, em Setembro, Gao desloca-se aos EUA e negoceia de novo com o chefe do Morgan Stanley. Ele pretendia aumentar a sua participação no banco para 49 porcento. No entanto, quem ganhou foi o gigante dos bancos japoneses Mitsubishi UFJ. Diz-se que foi por motivos políticos. Já há muitotempo que os políticos americanos suspeitavam que o CIC pretendia comprar o seu país.
Gao Xiqing dá sempre a mesma resposta, que "a influência política não é da sua conta. Só queremos fazer lucro. Ainda só estamos no início."
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No final da conversa Max Otte colocou um livro na mesa. Tem como título Der große Crash 1929 (título original: Great Crash 1929). O autor, John Kenneth Galbraith, morreu há dois anos com 97 de idade. Ele é considerado um dos economistas mais importantes do século XX. No seu livro explica como se desenvolveu a crise financeira mundial dos anos 30. Uma editora alemã reeditou o livro e Otte escreveu o prefácio.
Nos anos 30 os bancos também foram à falência e as acções perderam valor. Galbraith avançou com uma explicação interessante; Os ricos tinham-se tornado demasiado ricos.
O 0,1 por cento dos americanos mais ricos detinha nessa altura perto de 40 por cento do capital total. Como resultado, Galbraith aponta que muitos não sabiam o que fazer com o dinheiro, portanto começaram a especular e a procurar novos produtos de investimento.
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Nunca mais a riqueza dos EUA ficou distribuída de forma tão desequilibrada como então. Desde há alguns anos a situação parece-se inevitavelmente com os dos anos dourados 20. E mais uma vez chegamos a uma grande crise.
Os ricos tornaram-se novamente demasiados ricos?
No entanto, a perspectiva pode dar uma volta de 180 graus. É possível que os americanos pobres fossem demasiado pobres, e não apenas eles, os trabalhadores sazonais e as empregadas domésticas, mas também a classe média. Entretanto, os 40% da classe menos privilegiada detêm apenas 0,2 por cento do capital total dos EUA. Quem, no passado, quisesse manter o passo a nível social só tinha uma opção. Tinha que levantar um crédito para os estudos dos filhos, para o seguro de saúde, para a casa.
Por fim haviam muitas pessoas incapazes de pagar as suas dívidas. Por este motivo, é agora o Estado a pagá-las em quase todo o mundo."

Os Estados da economia liberal, herdaram os produtos tóxicos...

A$ Razõe$ da Crise!


3ª Razão
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COMO ENTENDER AS MEDIDAS GOVERNAMENTAIS ADOPTADAS
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"Em praticamente todos os grandes estados industrializados os respectivos governos já impuseram programas de salvação estatais. Querem abastecer os bancos com dinheiro e equilibrar pelo menos uma parte dos prejuízos causados pela crise financeira. Na Alemanha os bancos são obrigados a enviar um fax ou uma carta para a vivenda amarela em Frankfurt, na Grã-Bretanha nem necessitam de entregar um requerimento, pois recebem o dinheiro de qualquer forma como acção preventiva.
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No fundo são agora os estados do mundo a financiar as novas casas na América, as provisões dos agentes imobiliários, os prémios dos banqueiros de investimento, os salários dos operários da construção. Mas ainda há uma pergunta por responder. De onde vem o dinheiro que os governos e os estados necessitam agora?
Os estados estão a pedir créditos para auxiliarem a economia. A resposta adequa-se perfeitamente a esta crise, tendo em conta como tudo começou. A Alemanha, os EUA, a Grã-Bretanha, todos se comportam como os compradores de casas americanos. Pedem um crédito e contraem dívidas.
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Na Alemanha este processo é da responsabilidade de uma empresa que se chama Agência Financeira da República da Alemanha e pertence a cem por cento ao estado alemão. No ano passado os 330 colaboradores desta empresa levantaram créditos no valor de 220 mil milhões de Euros para a Alemanha. A maioria destas dívidas só foram contraídas para poder pagar outros créditos já existentes. No entanto, desta vez foram mais 14 mil milhões de Euros.
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A agência financeira consegue este dinheiro através da venda de títulos de valor, as chamadas letras de câmbio governamentais ou bonds, que não são outra coisa que notas promissórias. A República Federal compromete-se a pagar o valor destas notas em cinco, sete ou dez anos ao comprador, obviamente com juros. Os compradores são p.ex. grandes fundos de investimento no Japão, nos EUA, na Singapura ou na Europa de Leste. E também a Gisela Schmidt, uma pensionista da Baixa-Saxónia.
Tinha investido 10.000 Euros. Isto foi na primavera, ainda antes do crash. Mantinha o dinheiro durante anos na caderneta até que o seu gestor de contas a convenceu de que estava a cometer um erro, porque assim não ganharia juros.
O gestor queria vender-lhe novos títulos de valor, certificados de um banco americano de nome Lehman Brothers. "É dinheiro seguro, não perca esta oportunidade".
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Com o seu título de valores federal a pensionista Gisela Schmidt ajuda a salvar os bancos. Gisela Schmidt de 69 anos, viúva e antiga secretária disse não. "Obviamente não me aventurarei nessas modernices que não entendo." Passados dois meses a Lehman Brothers faliu.
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Pois, a Gisela Schmidt comprou algo que já existe há décadas: um título de valores federal. O montante transferido para a conta da República Federal da Alemanha no Bundesbank em Frankfurt foi de 10.000 Euros. O dinheiro da Gisela Schmidt contribui para o financiamento do estado e ajuda a salvar os bancos., mesmo que ela não o saiba.
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Ela comprou o título de valores federal porque julgou ser um investimento seguro e por receber o seu dinheiro com juros após 7 anos. No dia 23 de Setembro de 2015 a Republica Federal da Alemanha transferir-lhe-á 12431 Euros e ela ganha dinheiro com as dívidas do estado. "O dinheiro irá para o meu neto", diz ela, "a pensão é-me suficiente."
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O neto chama-se Max, tem 14 anos e é fã do clube de futebol Hamburger SV. A crise financeira não o interessa. É possível que lhe suscite interesse daqui a sete anos, quando eventualmente já ganhará o seu salário, quando o governo possivelmente aumentará de novo os impostos, porque a dívida pública sofreu um crescimento enorme. É possível que o Max venha a perceber que os seus impostos são o fim de um grande fluxo de dinheiro, que já foi gasto à muito tempo no outro lado do Atlântico, na América. Tudo isto, porque outrora parecia ser um bom negócio construir uma mansão fabulosa... sob o céu da Toscania."
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”Eis aqui O que circula pela Net… A informação que a informação não dá.

A$ Razõe$ da Crise.

Finalizando a compreensão da crise...
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A Crise Financeira afecta todo o sistema económico? A explicação demonstra as razões da alteração económica global, a revolução do sistema económico mundial já está em marcha, comelando pelos EUA. Eis, uma opinião esclarecida e esclarecedora;
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Artigo editado pela:
MRA Dep. Data Mining – do site FinanceAsia.com

Jonathan Gardner, administrador e director estratégico do banco Morgan Stanley, com o pelouro dos investimentos em mercados emergentes globais, enunciou um conjunto de razões que explicam a irreversível manobra de desacoplagem dos mercados emergentes da economia americana:
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1. PIB Mundial: Os emergentes detêm uma quota de 30% da economia global ,de acordo com as taxas de câmbio actuais, tendo já ultrapassado a Europa desenvolvida;
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2. Demografia: A população activa mundial, até 2050, vai aumentar em mil milhões de pessoas. Os países ricos vão “perder” 120 milhões de trabalhadores;
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3. Motores do crescimento: O mundo americocêntrico está a moribundo. Este ano (2008) os mercados emergentes contribuirão em 60% para o crescimento global, contra 48%, em 2007. A China já ultrapassou os EUA, com 11%, no ano passado, e 12% este ano;
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4. Produtores gigantes/Consumidores ávidos: O gigantismo dos novos tigres da economia global, comandados pelos dinâmicos BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China - são os agentes da mudança, plasmada transferência de poder económico dos “velhos ricos” para os “novos ricos”. Em conjunto, os emergentes têm matérias primas, capacidade industrial e capital humano de crescente qualidade, mais bem pago, logo, com mais dinheiro no bolso para estimular o consumo interno. Isto gera mais emprego, mais produtividade e dinâmicas assimétricas de crescimento e distribuição da riqueza produzida a nível planetário;
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5. Militarismo americano faliu a América: Actualmente são visíveis os resultados da crescente independência dos “emergentes” face aos EUA. A sua taxa anualizada de exportações ronda os 20%. Desde a última recessão americana no início do século XXI, o comércio entre os “novos tigres” anulou os efeitos das quebras de encomendas dos clientes americanos. Isto significa que a economia estadunidense perdeu peso e influência no comércio internacional. Os EUA não chegam a consumir 1/5 das exportações dos “emergentes”. O comércio entre emergentes, e entre estes e a Europa, chega e sobra para aguentar qualquer crise de consumo no mercado norte-americano; A superpotência mundial tem crescentes dificuldades de acesso ao crédito/financiadores externos para fazer face aos crónicos défices orçamentais e à insustentável dívida pública federal (+ de USD 9 milhões de biliões/trilhões) para financiar as desastrosas e caríssimas aventuras militares no Afeganistão e no Iraque. O Pentágono é o centro distribuidor das metástases que necrosam a economia do país.
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6. Mercado automóvel: As vendas de carros no mercado BRIC atingiu as 14 milhões de unidades em 2007 (80% do mercado americano), com uma taxa anualizada de crescimento de 20%. Em 2009, os quatro BRIC vão atirar os EUA para o segundo lugar no pódio das vendas de automóveis. Há apenas dez anos, o mercado automóvel asiático era três vezes mais pequeno que o americano.
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7. Telecomunicações móveis: Os BRIC já ultrapassaram o consumo conjugado dos EUA e da Europa, que hoje representa escassos 33% do consumo global. A maioria dos equipamentos são não apenas produzidos, nos países emergentes. Também são consumidos pelos autóctones;
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8. Infra-estruturas: Nos quase 30 países emergentes analisados serão investidos, nos próximos 10 anos, cerca de USD 22 milhões de biliões (trilhões). Em 2017, isso representará 3.5% do PIB mundial, contra os actuais 2%. O desenvolvimento e a modernização das cadeias integradas de valor - I&D/Produção/Logística/Distribuição - terão um impacto de um rolo compressor na quota do crescimento global e na ifluência detida pelos países desenvolvidos;
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9. Resiliência e robustez económica: Os “emergentes” têm fundamentais sólidos, gordas reservas monetárias, saldos fiscais e comerciais positivos e, pela primeira vez nos últimos 100 anos, os seus sectores públicos passaram de devedores crónicos a credores ávidos de juros.
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O país mais endividado do mundo é governado a partir de Washington.
Com um sistema financeiro, desregulado, instável, desacreditado e volátil, o capitalismo americano iniciou o hara-kiri.
Em câmara lenta. Sem honra, nem glória.”

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Slumdog Millionaire


O "Cão Milionário do Bairro de Lata", dito por ingleses como "Slumdog Billionaire" devido à inflação da Libra, ser milionário já não é ser suficientemente rico, venceu o cobiçado Óscar 2008 de melhor filme de Hollywood. Na Índia chaman-no apenas de "Slumdog", o Vagabundo do Bairro - pela forma como os cães deambulam pelas ruas, familiarizados com a pobreza reinante de Bombaim. Mas Portugal, foi mais longe, um qualquer inteligente resolveu dar o título de "Quem Quer Ser Bilionário"(?) Quêm?! Todos é claro! Quem não o quereria?! Mas, quem quer ser um desgraçado cão de um bairro de lata?! Um desgraçado qualquer com a necessidade extrema de ganhar um concurso televisivo para encontrar a sua alma gémea?! É para esta dicotomia que o filme aponta... Nos tempos de agonia do capitalismo, valida-se passar por cima do título pensado pelo autor, para que a cultura do dinheiro permaneça na imaginação do "povo": a dsgraçada plebe que precisa de vencer um qualquer concurso da TV, para que consiga alcançar o direiro a ser feliz.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Apocalípse do Capitalismo

A notícia é tão bombástica como os 123 mil/milhões de dólares para a reconstrução do Iraque, que desapareceram, agora, passados 5 meses, ficou-se a saber do colapso que esteve para acontecer na alta finança mundial: O Apocalípse financeiro. (sic)
"O mundo esteve à beira de um colapso financeiro global, no dia 15 de Setembro do ano passado, tendo o desastre sido evitado devido ao encerramento dos mercados decidido pelas autoridades monetárias norte-americanas que impediu uma “corrida electrónica aos bancos.” Naquele dia, cerca das 11 da manhã (hora de Nova Iorque), a Reserva Federal (Fed) detectou uma retirada massiva de fundos dos mercados monetários, que atingiu cerca de USD 550 mil milhões/bilhões (mm/bi) no espaço de uma hora ou duas, através de resgates electrónicos”, explicou Kanjorski, durante uma entrevista à cadeia de televisão norte-americana C-Span."
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O que se não evitou foi a soma do buraco dos bancos americanos chegarem aos 4 triliões de dólares, não evitando o fecho por insolvência de, até Fev.2009, 16 bancos americanos. Daí a razão do apocalípse chegar sempre antes do fim... de um sistema. O novo mundo, está já em construção... pressente-se já no mundo global a Era de Aquário.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Foi Notícia

2008( Trago Novas De Meu País )
Trovas de Escárnio e Maldizer
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A Palavra Política da semana:

Disse o Presidente Cavaco Silva;
"O que é preciso... é falar a verdade!"
Fica o aviso ao Pinóquio, a todos os pinóquios do país...
A tradução é; chega de mentir ao país, aos portugueses!

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A Pergunta do ano novo: 2009
Quem será que recebeu "luvas" enquanto ministro do governo de Guterres, sob investigação inglesa?
A gravidade desta situação é clara! Mas... e se estas suspeitas não se confirmarem? Exige-se só a respectiva indeminização de imagem, ou por se tratar de "um assunto de Estado", um pedido formal de desculpas de Inglaterra? Fica a porta entreaberta às especulações do caso FreePort.
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A Anedota do Parlamento: ASS - Augusto Santos Silva
O Augusto não é Santo, é pior que as Silvas, do que ele mais gosta mesmo é malhar a torto e a direito, na direita e na esquerda. E como se isto não bastasse, é palhaço, considera-se um pigmeu... se pretendia assim ser irónico, faltou-lhe a erudição de Calimaco .
Caso estivesse a referir-se ao combate político, o PS na Madeira leva uma grande malha! Piada ao estilo de Raphael Bordalo Pinheiro...
Esta seria a melhor altura para o lugar da liderança parlamentar do PS ser assumida pelo saudoso orador parlamentar José Magalhães, agora na escondida missão da Administração Interna. Poderia assim o nível de oratória parlamentar do PS ser mais profusa e enriquecedora.
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2009... começou com a guerra de Israel, atacando a população refugiada de Gaza. Mas nem isso é novidade, parece que o povo judaico-israelita não sabe fazer outra coisa senão "malhar nos árabes" e comprar armamento, com o$ dinheiro$ que tanta falta faz a outros, os banqueiros internacionais! O povo de Deus começa mal o ano...
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O VOTO é um dos últimos poucos direitos que resta ao povo. Seria útil o descurtínio da honorabilidade dos candidatos, antes da sua própria eleição, sem que o exemplo chegasse do presidente Obama dos EUA, onde não cabe na lista dos elegíveis os que não cumprem a lei. Se a justiça não tivesse dois pesos e duas medidas, uma mão pesada para o cidadão anónimo e uma mão flexível para os poderosos, nem passaria por remota hipótese, a possibilidade de dois teços de um povo desconfiar do seu 1º ministro. Mas foram os fazedores da lei, os deputados, tanto aqueles que não falam como os que diáriamente se apresentam como os araútos do bem comum, que fizeram as normas pelas quais se rege a justiça, e a justeza dos seus objectivos por demasiadas vezes se apresenta incapaz de representar a democracia. De nada serve a Portugal apregoar aos quatro ventos, a 1ª constituição europeia democratica e revolucionária do pós 25 de Abril, quando a conclusão 30 anos depois é a de que Salazar não morreu rico, nem milionário, nem com contas em off-shores, nem com quintas e casarões comprados com o herário público, nem... os principios da democracia não calam o seu sentido único, o governo do povo, contra a inefável expressão "governar-se â custa do povo". A quimera da utopia, na honestidade do individuo governante, é servir o povo e não dele servir-se, se isto não é contudo alcançável, de nada servem os partidos representantes da vontade popular, pois que a vontade do próprio povo é acabar com a corrupção dos novos "fazendeiros" que pedem não só o trabalho como a camisa, dos seus governados... sem governo. "Portugal, Hoje és nevoeiro"
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E que sobrou de 2008?...
Tudo! Crise! Isso não é novo em Portugal! O apoio aos banqueiros, sim!!! É novidade!... Será a globalização que nos afecta a inteligência?! São assim os portugueses, daí a roupa-velha como prato típico Tuga (sobre o "bolo-rei", leia Miguel Esteves Cardoso, acutilante como sempre!). Do pouco de BOM e POSITIVO de 2008, resta (ou sobra; as sobras do bacalhau de Natal) a comemoração do centenário de Fernando Pessoa, e a edição digital do arquivo completo de Pessoa, como também disse Rui Zink!

e... Dizia o maestro Vitorino D'Almeida: Mas quem foi que pediu a reforma?
. Jáááááá Cheeeega! Basta!!!
Sócrates (O Filósofo) decerto ficaria envergonhado com esta Democracia - Um Governo para Servir a Comunidade, aceitará sempre a opinião maioritária. E mais de dois terços, matematicamente, é maioria! Se tudo começou com 100 mil protestos, alguém no Governo não sabe somar.
Em 8 de Novembro a manifestação reune 120 mil professores, a maior de sempre. Algo vai mal no entendimento da democracia pelo governo... para obstinação chega, JÁ BASTA!!! A prova está na greve dos professores de 3 de Dezembro - 95% de adesão! Em nome da cidadania, não falando dos 140 MIL grevistas, srª ministra - Demita-se!!! Amanhã Não! Ontem! O 1ºministro precisa de outro engenho, um novo diploma, para a reforma do ensino.
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Aguarda-se ainda o desfecho do Processo Casapia - A síndrome de injustiça é renitente em Portugal. A memória inscrita no tempo (na net) lembra: Pedroso Versus Catalina.... Abandonadas pela entidade responsável na sua educação, (o Governo) as crianças e seu futuro são o valor a preservar, que até o Marquês de Pombal não substimava, e deve o Estado, assumir, como "pessoa de bem", como pretenderia a rainha D. Maria Pia, tal como o intendente Pina Manique. Só faltava agora os suspeitos e acusados, não serem condenados e ainda receberem indemnizações, género Paulo Pedroso, e as crianças serem presas por apontarem a dedo os seus abusadores. Nuno Álvares, o contestável, decerto levantaria a sua espada de novo, para lavar a ignomia da justiça deste país...
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Paulo Pedroso retoma ao lugar de deputado na Assembleia da República, para mostrar que é um verdadeiro socialista, político... ou de política se não trata-se, visto que das acusações proferidas no processo de pedofilia alegou "inocente", e a juíza acreditou! Não foi a julgamento.
Fica o povo de novo, com seu deputado, de cognome na bancada parlamentar "O Indemnizado" (siga o link que vale a pena).
Fosse o Marquês de Pombal vivo, e uma nova época de caça abria no Portugal da coerência política! A caça aos pardais...

Começa com a denúncia de uma jornalista de investigação sobre pedofilia, dito processo Casa Pia, e continua como se faz numa "democracia" com leis e novas reformas! Com a nova Lei, aumentaram os assaltos, a criminalidade violenta, a corrupção, e parece mesmo que só diminuíram as condenações... por pedofilia e as prisões preventivas de flagrante de'litro! Hip Hip Hurra! Brindemos ao ministro da justiça com um copo de'lito!

O Preço da Gasolina - Gráfico animado do Expresso
Assunto: O Presidente da Galp, Ferreira de Oliveira conhece a realidade portuguesa, ou um dos países mais pobres da UE que se encontra em 3º lugar no ranking da gasolina mais cara...
Primeiro a gasolina aumentava por acompanhar o aumento da matéria prima - Agora que o preço da prima desceu, para menos de 100$USD, (situa-se pelos $45 Dolrs), já são as contingências do mercado que formam o preço. Roubo, até quando? Perguntam os cidadãos! Como se não sabe, do outro lado da fronteira, continuam os portugas a abastecer a menos de 0,90€ o Lt. Não os descontos da GALP disfarçam a usura. É que os tempos são de crise...

O pior dos portugueses no capítulo da exploração, encontra-se na exploração da sua própria gente.

É Urgente uma AVALIAÇÃO ao Conselho da Admnistração da GALP e um inquérito à Autoridade da Concorrência - com as devidas consequências.
Os Admnistradores (algum deles foi político?) deviam lembra-se do interesse público! Defender os lucros com a pobreza do povo, Isso é moral?! Ainda que seja, Não é do Norte, Carago!

Obama falou sobre a ganância do lucro pela exploração e especulação, todo o mundo ouviu, menos alguns portugueses, preocupados que andavam em aumentar o seu pecúlio.
Sobre o "capitalismo selvagem"... aconselhava-se aos líderes politicos darem mais atenção às palavras de Yunnus (o Prémio Nobel dono do popular Banco da Aldeia (ou, Grameen Bank), o banco dos pobres do mundo. Mas... se "a GALP não deu os lucros previstos", deve-se à quota de mercado perdida para Espanha. E, se não tiveram "lucros" houve gasolineiras que "fecharam" na zona de fronteira com Espanha! Não é preciso curso de economia para o saber, nem engenharia financeira, e o povo não é BURRO!!! Inteligente mesmo, só a Autoridade da Concorrência (que tal como o Banco de Portugal não encontrou matéria (prima) para investigar o BPN) também não vê concertação nos preços da gasolina.
Leia a notíca Portugal Diário (pequena e acrítica)
depois... "descontraia-se a ler os comentários"
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A Educação melhorou no País? Só Judas acharia que sim! Está pior, em GUERRA! Parece Israel , é território de Jesus, mas... crucificado! Passou de um povo perseguido, a perseguidor e senhor das guerras, sobre inimigos oprimidos e fracos! Raio de país este que não só ocupa terrenos alheios como usurpa o poder do voto.
Srª Ministra da Educação - Saiba que se aprende a governar, a gerir, para não se deixar degradar, mas sim evoluir! Se a Educação era má(?), agora está pior! A politica que não dá frutos, deve ser alterada. As guerras intermináveis, geram rancor e violência. O mesmo princípio se aplica ao estado de israel! A violência gera violência! A arrogância encaminha ao fracasso... A altivez indica apenas a pequenez do olhar.

Medina Carreira (um pensador livre de economia) em entrevista com Mário Crespo, tv Sic.noticias noticias, em 14.10.2008:
Sobre o computador "Magalhães";
- Se governasse não daria computadores às crianças, a partir dos doze talvez, antes nunca!
Sobre a manifestação de 100 mil professores;
- Deviam estar lá mais, os pais também... mais importante que a saúde é a educação!
E, sobre a apresentação do Orçamento de Estado para 2009;
- Isto é uma autêntica bebedeira! Mas sobre isso não falo sem ter os papeis nas mãos!
De facto, o Governo lembrou-se de entregar o Orçamento em formato PEN, porque Pén is... CooL (traduzindo do Inglês - Pen é... fixe), dá um ar mais tecnológico à coisa! Só que, logo por azar, sofreram uma avaria informática... um atraso. Mas, que atraso de vida!

Cconsulte o popular "site" francês (Voz do Povo) - AgoraVox , (Um Jornal do Cidadão) um "sítio" de confronto livre de ideias, que muito ensinaria ao provincianismo governamental sobre os novos meios de informação e liberdade de comunicação, para devida reciclagem política, aconselha-se e recomenda-se... a muitos deputados da Assembleia.

.Citação - "Nem todos se lembram, outros não esquecem."
Facto - Quando o Dalai-Lama (Líder Espiritual e Governante do Tibete invadido pela China) esteve em Portugal, o Governo não o recebeu... a Presidência também não. Portugal preparava-se para os Jogos Olímpicos... na China (claro!) mas, com o final dos jogos chegou a desilusão, a fraca prestação e acusação entre atletas e Comité Olímpico, tudo embrulhado numa medalha de ouro e timbrado numa de prata. Resta agora o bronze do verão... e a campanha urdida pelo ministro da economia, para atrair o turismo, com a algarviada explicação:
"ALLGARVE - Porque é assim melhor pronunciado pelos ingleses" (it would be better for them to learn saying Algarve!)
Não vá pelos seus dedos, telefone...trrrim! - Allô...? Allgarve???
Ninguém atende? Envie um e-mail e reserve um FreePort!
Foi Notícia é temporário sendo (re)trocada por outras Novas Do Meu País
(Nota - Não siga os links de pesquisa JN, procure com GOOGLE)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Tibete Nosso Timor

Tibete - O tecto do mundo - A cultura única de um povo que "pensa o mundo" na oração permanente da paz e harmonia - por isso mesmo deve ser preservada a sua tradição, sua língua e escrita, e todos os povos do mundo devem saber respeitar a sua cultura independência e soberania. Respeito pela própria cultura de um Portugal esquecido, mas que alguns lembram que foi dos primeiros a chegar às paragens remotas do Tibete. Nem que fosse só por isso...
Tal como o Yin e o Yang - da noite surgirá o dia, e estes seguem uns atrás dos outros.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

"O Viking" 1924-2009

em homenagem a

Jaime Isidoro - o mestre das artes plásticas, partiu para os fiordes da interminável aventura. Ficou a sua obra, restam os traços de pioneirismo na divulgação da pintura, marcado nos montes onde reinam os cervos. A Bienal de Cerveira será sempre o ponto de partida para o grande aventureiro das cores difusas da aguarela... inimitável e ímpar entre os seus pares. A neblina, do rio, na Foz, está mais cerrada, em luto esbatido como nas tonalidades das aguarelas do "Viking"... agora navegando outros mares da mitologia.
De MIM... e d'outros tantos, sentidas são as duas palavras d'outro pintor Kira; ADEUS AMIGO.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Bom Ano Novo

2009... Tempo de repensar em tudo que foi feito, no que ficou por fazer e nas novas soluções para que este planeta azul seja mais dourado, mais feliz! Aos navegadores pelos mares do MIM-Design; Um Feliz Ano Novo.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal

foto de Manuela Pestana
a todos... Boas Festas

domingo, 21 de dezembro de 2008

A Estrela de Belém

. É por estes dias que surge no céu o cometa que indica a direcção de Belém... possam os senhores do poder, não ver no sinal um aviso de perigos e incertezas, mas de uma renovada esperança. No olhar das crianças deste mundo, nem de estrela se trata, é sim o trenó do Pai Natal no seu percurso pelos distantes lares, que aguardam a magia das prendas surgidas às doze badaladas da noite... Recorde que nasceu um menino, e com ele um mundo novo... que por estes tempos, na era global, um novo planeta nasce e com ele uma nova consciencia - é a magia da progressão humana, a fantástica caminhada rumo ao futuro cheio de novas possibilidades - É o espírito do Natal! Construir um mundo novo... para todos, um Bom Natal!!!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

As Torres de Babel

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O mundo civilizado deve parar de construir as torres que intentam alcançar a glória dos céus, escravizando com tal ambição todos os povos da terra. Por intentarem a supremacia dos deuses, ruiram as torres da Babilónia.

Os Direitos Do Homem, deviam consagrar primeiro – O Direito à Felicidade Humana.
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As previsões da ruína económica da civilização ocidental, feitas por Nostradamus ;
(“o dinheiro será metido em almofariz”–(prensado, cartões de crédito?), parecem ser o objectivo do terrorismo global (Al Quaeda). primeiro com o ataque ao Centro do Mercado Mundial (WTC de NY em 9/11) e depois com o ataque na Índia ao centro financeiro, também judaico. A palavra proibida pelos mass-media ocidentais – capitalismo – não pronunciada desde a queda do comunismo soviético, passa para os órgãos de comunicação mundial com o substantivo de “capitalismo selvagem”, logo após os primeiros dias da crise financeira de Out.2008, com as falências dos maiores bancos. Todo o sistema liberal pede o rápido apoio e “controlo estatal” do sistema financeiro falhado, após os anos da guerra do Iraque, da especulação petrolífera e enormes lucros das instituições de crédito. O grande erro americano foi não perceber que Bin Laden, antevia as transformações do mundo moderno e global, quando por desígnio próprio abandona a sua família, também ligada à indústria do petróleo e amiga da própria família Bush, e parte em demanda da cruzada contra a civilização judaico-cristã, apoiado pela facção islâmica Taliban (antes apoiados pelos próprio EUA). A máscara de líder nº um do terrorismo, imposta pelo ocidente, reforça a matriz profética no mundo islâmico, agora seguido pela prole dos descontentes com a distribuição da riqueza no mundo, e a sua organização de guerrilha saí mais reforçada com a invasão (alheia à vontade das Nações Unidas) do Iraque (de entre todas as simulações de guerra, considerada a opção estratégica mais desastrosa).
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O esforço económico da guerra, tanto para o Iraque arrasado nos seus alicerces, como para a América, prova ao presidente impreparado que a morte simples do ditador Saddan (inimigo principal do Bush pai) não traz a vitória e o tempo remanescente é de dúvida da acção militar com o fracasso na acusação das “armas de destruição maciça” inexistentes. Bin Laden consegue o impensável, atingir o coração do ocidente, o símbolo do império capitalista. Visto pelo lado do mundo oriental, o apelidado “grande Satã” caíu por terra, nas suas duas vertentes mais exaltadas – o poderio militar, e o financeiro. Mesmo com avisos do próprio, que atacaria os interesses americanos em todo o mundo, incluindo a bolsa, a América não fora previdente o suficiente para alterar o rumo, mantendo a força apontada para o dito “eixo do mal”, quando devia olhar para a fraqueza do eixo da pobreza e fome extrema. O presidente Bush (filho) apenas se preparou para questões internas, mal aconselhado na política externa, seguiu as contradições familiares na guerra pessoal contra o homem que desafiou vender o petróleo em euros, não em dólares, o Iraque. Uma questão de honra dirão os nacionalistas texanos, uma derrota em toda a linha geoestratégica dirão analistas e historiadores. Quantos ditadores tiveram a cobertura dos EUA, perguntarão todos os revoltados do mundo. Com o desequilíbrio da distribuição da riqueza mundial, o capital tornou-se selvagem, devorando o próprio sistema liberal. A evolução da humanidade marcará esta crise financeira como o inicio de novos paradigmas do século, com o fim do mundo … capitalista. Nostradamus profetizara o inicio deste fim - 1999. Doravante urge implementar uma nova harmonia, uma Nova Era de felicidade!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A Lobo A

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Começou pel'O Esplendor de Portugal, e Pela Ordem Natural das Coisas exclamou:
O Meu Nome é Legião! E avisou no Livro das Crónicas - Não Entres Tão Depressa Nessa Noite, dando A Explicação dos Pássaros, porque a Memória de Elefante lembra até Os Cús de Judas, guarda o Conhecimento do Inferno e o Tratado das Paixões da Alma. No Fado Alexandrino desenhava-se o Auto dos Danados e As Naus, indagando-se Que Farei Quando Tudo Arde? D'este viver aqui em papel descripto - Cartas da Guerra, decerto ou talvez A Morte de Carlos Gardel. O Manual dos Inquisidores ensina na História do Hidroavião, a dizer Boa Tarde Às Coisas Aqui em Baixo... por isso, Eu Hei-de Amar Uma Pedra, mesmo porque Ontem Não Te Vi Em Babilónia, O Arquipélago da Insónia.
Eis o retrato, do trato nos títulos deste mestre que a tudo dão sentido... António Lobo Antunes.
Médico e Escritor, um Lobo entre dois A's.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vogando na Onda dos Poetas

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Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado enevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das cousas, vagamente...

Antero de Quental
defendia a poesia como "Voz da Revolução", como forma de alertar as consciências para as desigualdades sociais e para os problemas da humanidade.
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Olhando o mar,sonho sem ter de quê.
Nada no mar, salvo o ser mar, se vê.
Mas de se nada ver quanto a alma sonha!
De que me servem a verdade e a fé?
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Mar Português
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
em, a Mensagem

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Porn Infantil NO

.Pornografia Infantil - NÃO!
Campanha da Weblog Espanhola

"contra a pornografia infantil"

iniciativa do Blog La Huella Digital
Premiado em 2006 e no 5º lugar parcial do
prémio Melhor Blog Político
- Bitacoras 2008 , do Blogue -TOP espanhol.
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Em prol da felicidade da criança:
Poder-se-ia acrescentar ao manifesto - contra a PEDOFILIA, a condenação célere e eficaz dos energúmenos que abusam das crianças.
Dia 20 Novembro - Dia Universal da Criança!
Solidariedade e Justiça em prol da Liberdade e Direitos da Criança
(já com mais de 1010 blogs aderentes à iniciativa)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

American Dream


. "Yes We Can"
We as a people, can change the future...
Chegou o 44º Presidente dos E.U.A. (Terra de Pioneiros):
Barak Hussein Obama

Uma nova esperança, um sonho antigo de todos antepassados, escravos e idealistas, de M. Luther King.
"Mudam os Tempos, Mudam as Vontades, o Mundo é composto de Mudança"
A America prova ao mundo, que o "renascer" ainda é possível. Um 4 de Setembro histórico!
Entre a alegria e o choro...
a Vitória é a força da Justiça.
Uma nova realidade, ou novo sonho a seguir atentamente.
Long Leave the President

sábado, 1 de novembro de 2008

Guerra entre Irmãos

. Na Palestina a rotina diária é a sobrevivência... do outro lado do muro, Israel. Os noticiarios já nada dizem do estado de coma de Ariel Sharon, pouco se sabe dos planos israelita de ataque ao Irão, alvitrados por um Presidente imoral... e que sabemos dos ex-ministro condenado e do ministro acusado de crimes de guerra ?!) Na terra dos Jardins Suspensos da Babilónia, tudo parece suspenso... aguardando o desfecho do Apocalipse?! Ou é simplesmente o estertor do moribundo, ou as derradeiras lágrimas do povo de Deus, Israel, face à última afronta ao direito sagrado - o amor de pai - na aterradora imagem daquele pai, impotente, abraçando o filho na vã tentativa de o proteger das balas do exército israelita. O menino morreu, pelos certeiros tiros dos gólgotas, e o pai, ferido, enlouqueceu. A imagem, essa ficou, sentenciando o proclamado reino prometido aos filhos de Israel! Da TORAH (o livro sagrado) apaga-se a luz divina e o poder das armas exalta a lição de David e Golias, mas não pelo triunfo da justiça, sómente pela impotência dos mais fracos, face à prepotência da guerra entre-irmãos.
Esta imagem, esta e tantas outras , ficam marcadas na historia... assinalando que os anjos também morrem!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Fórmula Evolutiva

A energia alternativa de futuro... para que seja sinónimo de revolução e ruptura com a actual exploração dos povos, sem recursos no acesso à energia, e para que as fontes de energia sirvam o bem comum, deverá esta, ser não poluente mas também de fácil acesso e preferencialmente de baixo custo... A mentalidade capitalista (ou, dito sistema liberal de mercado) não pode sobrepôr-se ao processo natural de evolução do milagre planetário chamado Homem! O dinheiro não é um fim mas um meio... .Thomas Friedman:
em "The World is Flat" exprime a visão americana de como a America se sente ultrapassada pelo seu próprio conceito de "globalidade". Oiça o escritor visionário T. Friedman.

Que Energia Alternativa?

Em plena crise financeira, que começa com a especulação do preço do crude (nos planos americanos da pós-invasão do Iraque), urge uma pergunta sobre as energias alternativas; Porquê que ninguém fala das possibilidades da energia magnética?! De novos meios de transporte, já em fase de desenvolvimento em vários locais??

Semelhante à Steorn, a Magnetic Power Inc. aponta duas alternativas ao mundo pelas palavras de James Hansen, NASA Goddard, stated (January 2, 2008):
"As a society we face a stark choice. Move on to the next phase of the industrial revolution, preserving and restoring wonders of the natural world, while maintaining and expanding benefits of advanced technology. Or ignore the problem, sentencing humanity and other creatures to struggle on an increasingly desolate planet.” link para ver artigo (MPI Home Page), de Abril, 30 de 2008.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Neve em Marte

É dado científico adquirido que Marte tem reservatórios de água em forma de gelo, e está vincado de provas da existência de mares por todo o planeta. Desta vez é a sonda Phoenix, em Marte, a confirmar a queda de neve no planeta vermelho.

Se O código d'Avinci levou meio mundo à corrida aos livros e em busca de informação sobre a dita descendência de Jesus... agora razão haveria para um interesse generalizado pelos progressos da investigação científica. Quanto ao código (de que Leonard nunca fez parte) sabemos agora pelo próprio autor que foi uma história bem inventada, depois de saber-se que os escritos aramaicos do mar morto (do povo Essénio) não fazem nenhuma referência a Maria Madalena, nem à sua descendência, e a pesquisa do ADN da linhagem francesa provou não derivar do médio oriente mas, sim ter características genéticas europeias. No caso do planeta que originou as histórias de seres extraterrestres, trata-se de uma das grandes descobertas que o engenho humano consegue demonstrar... a possibilidade de vida noutros planetas, com base no essêncial para o seu desenvolvimento - a água!