sábado, 1 de novembro de 2008

Guerra entre Irmãos

. Na Palestina a rotina diária é a sobrevivência... do outro lado do muro, Israel. Os noticiarios já nada dizem do estado de coma de Ariel Sharon, pouco se sabe dos planos israelita de ataque ao Irão, alvitrados por um Presidente imoral... e que sabemos dos ex-ministro condenado e do ministro acusado de crimes de guerra ?!) Na terra dos Jardins Suspensos da Babilónia, tudo parece suspenso... aguardando o desfecho do Apocalipse?! Ou é simplesmente o estertor do moribundo, ou as derradeiras lágrimas do povo de Deus, Israel, face à última afronta ao direito sagrado - o amor de pai - na aterradora imagem daquele pai, impotente, abraçando o filho na vã tentativa de o proteger das balas do exército israelita. O menino morreu, pelos certeiros tiros dos gólgotas, e o pai, ferido, enlouqueceu. A imagem, essa ficou, sentenciando o proclamado reino prometido aos filhos de Israel! Da TORAH (o livro sagrado) apaga-se a luz divina e o poder das armas exalta a lição de David e Golias, mas não pelo triunfo da justiça, sómente pela impotência dos mais fracos, face à prepotência da guerra entre-irmãos.
Esta imagem, esta e tantas outras , ficam marcadas na historia... assinalando que os anjos também morrem!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Fórmula Evolutiva

A energia alternativa de futuro... para que seja sinónimo de revolução e ruptura com a actual exploração dos povos, sem recursos no acesso à energia, e para que as fontes de energia sirvam o bem comum, deverá esta, ser não poluente mas também de fácil acesso e preferencialmente de baixo custo... A mentalidade capitalista (ou, dito sistema liberal de mercado) não pode sobrepôr-se ao processo natural de evolução do milagre planetário chamado Homem! O dinheiro não é um fim mas um meio... .Thomas Friedman:
em "The World is Flat" exprime a visão americana de como a America se sente ultrapassada pelo seu próprio conceito de "globalidade". Oiça o escritor visionário T. Friedman.

Que Energia Alternativa?

Em plena crise financeira, que começa com a especulação do preço do crude (nos planos americanos da pós-invasão do Iraque), urge uma pergunta sobre as energias alternativas; Porquê que ninguém fala das possibilidades da energia magnética?! De novos meios de transporte, já em fase de desenvolvimento em vários locais??

Semelhante à Steorn, a Magnetic Power Inc. aponta duas alternativas ao mundo pelas palavras de James Hansen, NASA Goddard, stated (January 2, 2008):
"As a society we face a stark choice. Move on to the next phase of the industrial revolution, preserving and restoring wonders of the natural world, while maintaining and expanding benefits of advanced technology. Or ignore the problem, sentencing humanity and other creatures to struggle on an increasingly desolate planet.” link para ver artigo (MPI Home Page), de Abril, 30 de 2008.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Neve em Marte

É dado científico adquirido que Marte tem reservatórios de água em forma de gelo, e está vincado de provas da existência de mares por todo o planeta. Desta vez é a sonda Phoenix, em Marte, a confirmar a queda de neve no planeta vermelho.

Se O código d'Avinci levou meio mundo à corrida aos livros e em busca de informação sobre a dita descendência de Jesus... agora razão haveria para um interesse generalizado pelos progressos da investigação científica. Quanto ao código (de que Leonard nunca fez parte) sabemos agora pelo próprio autor que foi uma história bem inventada, depois de saber-se que os escritos aramaicos do mar morto (do povo Essénio) não fazem nenhuma referência a Maria Madalena, nem à sua descendência, e a pesquisa do ADN da linhagem francesa provou não derivar do médio oriente mas, sim ter características genéticas europeias. No caso do planeta que originou as histórias de seres extraterrestres, trata-se de uma das grandes descobertas que o engenho humano consegue demonstrar... a possibilidade de vida noutros planetas, com base no essêncial para o seu desenvolvimento - a água!

sábado, 20 de setembro de 2008

Crise Financeira

A riqueza do mundo civilizado não pode ter por alicerce a exploração capitalista, com a acumulação dos bens que só na sua redistribuição garante o progresso dos povos. É a cultura da ignorância que impera no sector financeiro, pois a máxima do mercado (capitalista) mantêm as suas premissas - para existir mercado é preciso, Oferta e Procura. Não só o capital de investimento (riqueza acumulada) mas também poder de compra no acesso aos bens. Mas a "ganância" do enriquecimento rápido esqueceu a parte dos consumidores, no equilibrio do sistema, que agora se arruína... se não pela falência do sistema bancário, o fatal resultado ou crash financeiro, chegará com a natural evolução dos países emergentes!
Os BRICs - Brasil, Russia, India e China. As 9 Razões da Crise, é um acutilante artigo, para percepção do que se passa no mundo a nível financeiro global - de leitura recomendada.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Espiga de Agosto


Caminhante, que novas me trazeis do Agosto do meu país?
Trago-vos a casa do campo, banhado p'lo sol quente, que lavra a terra vermelha! Mas trago mais... a lua cheia que se esconde no meio do mês, entre as estrelas do Caminho de Santiago! Das gentes deste Portugal, revelo o refúgio do sendeiro, que conhecendo toda a costa de lés-a-lés, até ao Cabo de Finisterra, se recolhe no Rio Maior do interior da terra. Do milho de Agosto pelos campos fora, não se encontra o milho-rei, apenas as espigas resistem ao tempo que passa lento, sobre a encosta do monte onde descansa o sobreiro, e a oliveira milenar. Eis o que vos trago de Agosto!

domingo, 15 de junho de 2008

O Milagre Pinóquio


Eis que... enriqueceu, mais que prometia a força humana!
O milagre não era que um boneco de madeira, se transformava em ser humano.
O milagre era, que por cada mentira, na ponta do nariz, o baú... crescia!
Por cá, no país das maravilhas, nada de milagres. O pau... não cresce!

domingo, 1 de junho de 2008

Petróleo em €uros

"Chegou pois o momento da verdade para os governantes europeus. Ou encontram maneira de fazer a transição entre a fase da energia barata para a fase da energia cara, ou transformam o barril de petróleo em barril de pólvora."
José Medeiros Ferreira, professor universitário,
"Correio da Manhã", 1-6-2008

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Maio da Liberdade


Da Liberdade, resta o caos do capitalismo, os sonhos foram "consumidos" pela sociedade da obesidade... é o resto do Maio de 68, um tsunami de lágrimas dos estudantes revoltados, que afoga todos os desprotegidos da terra. Sobra pouco do "proibido proibir" nas novas regras implementadas pela civilização do medo... ameaçadas com a farsa da penúria petrolifera. Os poderosos da economia engoliram os trovadores da vida, já pouco resta dos "cânticos dos cânticos" e nada mais sobra do hino da alegria. Todo o Ocidente se tolhe e esconde dos pobres de Africa, como se fechar os olhos à fome pudesse espelhar a igualdade dos direitos do homem. Quando Cohen Bandit foi expulso para o seu país natal (Alemanha), regressou a França com o cabelo pintado de loiro, clandestino, para que a revolução não esmorecesse... hoje a Fraternidade é pregão das armas, que pelo fogo, forjam democracias nos países conquistados, tal escravos da nova roma, súbditos dos novos reis das nações emergentes... e tudo isto acontece em júbilo, no ano dos jogos da paz. Do slogan anarquista "a imaginação ao poder" apenas resta quiçá, um poema de amor perdido nas dunas do Sahara, um alquímista proscrito na terras do conflito entre irmãos, ou de Maio, sómente, restam as flores de Gaia, amarelas, enfeitando a orla dos caminhos do homem rumo a uma civilização desconhecida e ameaçadoramenmte presente. É Maio que termina... um sonho que acaba. Outra divindade chegará, talvez Junho de cabelos pintados de vermelho, encarnando Marte, e empunhando a espada de Sansão possa vir reavivar aquela chama, que em 1968, mudou o mundo... agora que o mundo muda! O Mundo não é um paradigma... "é uma bola, colorida, nas mãos de uma criança".

quinta-feira, 15 de maio de 2008

OVNI's na Terra


. foto recorte c/montagem explicativa

O governo francês disponibiliza on-line décadas de investigação do fenómeno OVNI, num site oficial de estudos de fenómenos aeroespaciais não identificados (GEIPAN), pretendendo divulgar os mais de 100mil casos registados, documentados e analisados. É o primeiro país a abrir mão dos documentos secretos para divulgação pública. Esta mesma noticia foi divulgada pela MSN, com um vídeo oficial, onde se divulga a observação de estranhos objectos que circundaram uma missão da NASA no espaço (possívelmente quando envio de peças para construção da estação espacial). Na Era Global, os casos OVNI, fogem decididamente dos dossiers secretos que os diversos estados tendem a guardar.
O progresso e a ciência evoluem com o conhecimento, e na base deste está a informaçã. UFO, OVNI ou simplesmente Discos Voadores, deixaram de ser tabú, ou meros testemunhos de fantasias de alucinados ou alcoólicos. Vive La Liberté.
O caso português, digno de nota é o registo de 1957 do capitão Lemos Ferreira (mais tarde, Comandante em Chefe do Estado-Maior da Força Aérea), entre tantos outros.
.
O Primeiro Grande Passo do Vaticano - na Era do Aquário
O Vaticano admitiu a possibilidade de vida extraterrestre. A dedicação, desde a muito, pelo Vaticano à Astronomia, levou a Igreja a tomar uma nova posição sobre o fenómeno OVNI, reabilitando Galileu e Giordano Bruno entre outros... admitindo vida noutros planetas distantes e habitados por seres inteligentes. O artigo publicado em Itália é da autoria do conceituado padre Gabriel Funes, chefe de astronomia no Vaticano, editado pelo semanário Sol-Online. Está dado o passo a nível espiritual, pela civilização do Ocidente, iniciando assim o começo da verdadeira exploração espacial.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Lei do Tabaco

Uma imagem vale mais que mil palavras - para quê tanta polémica? É Proibido, pronto!
Os cafés perdem clientes, paciência... é a Lei! Sim, era melhor proibirem-se as substâncias nocivas no tabaco... pois, não incomodava ninguém, excepto a tabaqueira!

Sócrates e comitiva em voo sobre o Atlântico, longe dos olhares da ASAE, cometeram o pecado venial; fumar no avião. A TAP diz ser uma situação normal com “estas comitivas”. Os fazedores das leis deste país, fazem portanto, leis para os outros, para os pobres dos portugueses que no Aeroporto não encontram um único espaço para fumar. Assim se governa… e se governam os eleitos deste Portugal, cujo rumo de campanha parece ser a Venezuela. É um país rico de terceiro mundo, próprio portanto para candidatos à demagogia… “Fumar Prejudica Gravemente a sua saúde e a dos que o rodeiam” a não ser que, faça parte da “comitiva”. E… a TAP?

A TAP não utiliza o ar climatizado para reciclar o ar, para não gastar mais combustível, mantendo assim os fumadores em hipertensão até à saída do Aeroporto! Absurdo, mas “politicamente correcto”(?!).

terça-feira, 13 de maio de 2008

Biblia do Livro

BIBLIOTECA - BIBLIA da FEIRA do Livro - Uma proposta inovadora de um novo sítio na web - Feira do Livro - com excelentes referências; RTP Noticias-07 de Agosto 2007, onde se pode comprar ou vender livros usados...
É a Biblia do Livro, a cultura do conhecimento posto ao alcance de todos, no mundo da Web. A simples inscrição e o acesso à troca, venda ou compra de livros , ganha assim o seu sentido próprio... Divulgar a cultura, sem intermediários.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Revolução Global

Por um mundo cheio de possibilidades... Uma revolução alimentar, ao serviço dos povos. Uma revolução energética ao serviço do mundo. Uma revolução cientifica pela humanidade! Tudo isto poderá ser uma verdade... com o fim do capitalismo devorador e selvagem. Até lá, há que permanecer impoluto, sendo revolucionário como Galileu, e preservar a consciência humana!

terça-feira, 15 de abril de 2008

Magia de 15 Abril

A primavera da alquímia
desperta no 15 de Abril
e como que por magia
transforma a rosa branca
em apenas mais dez dias
de singela por ironia
em acutilancia e furor
no abrir de suas pétalas
transforma a rosa sincera
ao sol nascente e rubro
no cravo vermelho da terra

terça-feira, 18 de março de 2008

D'o Assessor da Utopia

A foto da manifestação da função pública parece exemplificar o "estado" da situação do povo. Nem de frente nem pelas costas escapa da confusão reformista que pelo país grassa.
O semanário SOL destaca uma notícia do assessor da Presidência da República, mr. David, que ainda baralha mais, a jogada da governação sem, ainda, uma forte oposição. Reina a confusão, até mesmo as "bases" confrontam os seus "notáveis" - os que das bases se destacaram, e juntando tudo isto, à posição de António Vitorino que "adivinha" um Rui Rio a liderar o PSD nas próximas eleições, como se Menezes fosse um "pequeno" e substituível Marques Mendes, hoje desaparecido das justas políticas, só resta a utopia... A última das ideologias.
Do isento artigo do SOL fica a trama psicológica perceptível, do posicionamento de ilustre figura... David Justino não teve bons professores. Quiçá o empenho auto-didacta levou-o a cargos tão destacáveis como o de assessor do Presidente da República. Dizer-se que tudo é discutido (na praça pública) "numa insuportável ‘bancada central’ onde todos têm o direito de emitir opinião"... qual o mal?, estamos na 4R-Quarta República no "limiar da utopia", ou não?... algo nos mansa e tolhe?!
Se, afinal, só os sapientes e doutos (que decerto tiveram professores e mestres) podem falar e opinar, sobre a "saúde" deste país, ou sobre o progresso do "ensino" integrado na União Europeia, então - Quem manda António Vitorino não se ter candidatado à liderança do PS(?), hoje seria, por utopia(?), o 1º Ministro da República Portuguesa, e teria uma oposição firme com a liderança de Durão Barroso... se isto não é utopia, o Allgarve está situado a norte do Golden River.

segunda-feira, 10 de março de 2008

China Versus Tibete

Os Jogos Olimpicos na China trazem de novo a memória de um povo, amante da paz, anexado pela subjugação da tirania do mais forte, mas sempre de espirito livre e resistente... O Tibete.
10 de Março - aniversário da revolta do povo tibetano, em 1959, contra a ocupação e repressão chinesa. O líder espiritual Dalai-Lama, refugiado na India, advoga uma Autonomia justa para com o povo Tibetano, só mesmo incompreendido pelo governo chinês, ficando a Europa que consentiu a independência do Kosovo, moralmente obrigada a apoiar este sábio homem da Paz...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Lisboa Mete Água



Por vezes a entrevista programada… mete água.


E, respondeu assim a Rainha:

- Não são cheias, senhor, cheias da capital! São rosas de Portugal…

No dia da catástrofe, das cheias de Lisboa, e da Declaração da Independência do Kosovo, onde estavam os governantes do país? O Presidente estava nas areias tórridas da Jordânia a ver Petra, uma das 7 maravilhas do mundo – enquanto o pânico das cheias inundava a população lisboeta, sem que tivesse sequer sido alertada pela Protecção Civil, com a mínima antecedência – e, alertava o Presidente para a prematura decisão dos albaneses, que festejavam já o apoio dos EUA… na esperança que o Governo português ouvisse os ecos do deserto. Mas o 1º ministro, estava em directo na TV, falando das 4 reformas do Estado – dando ênfase, às reformas para o “bem da nação” – e, apesar de ter passado pelas estradas inundadas da capital, nem uma palavra sobre as cheias! É... apesar de já ter ocupado o cargo de ministro do ambiente, deixou que fosse o actual ministro da tutela a falar… a dizer, que a responsabilidade não era dele (governo), era das Câmaras e Juntas de Freguesia que não “limpam as sarjetas” – dirá um Eng.º., do saneamento! Pois!... nem os ecos do deserto chegaram à estação da SIC, nem, para o governo, parece que há temporal (dos piores desde 1983), mesmo quando transmitido em directo e pela mesma estação televisiva onde se senta o governante, no mesmo dia, para falar do país! Afinal, de que País?
“E esta, hein!” que saudades, Fernando Pessa, que saudades…

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Fiat Lux


Fernando Pessoa, em 1917, ano da aparição da "senhora celeste" de Fátima, escreve;

"A Europa tem sede que se crie, tem fome de futuro.
A Europa está farta de não existir ainda! Está farta de ser apenas o arrabalde de si própria!
A Europa quer passar de designação geográfica a pessoa civilizada!
Proclamo isto bem alto e bem no auge, na barra do Tejo, de costas para a Europa, braços erguidos, fitando o Atlântico e saudando abstractamente o infinito!"


Cria-te Europa - Renasce da terra e transforma-te em alma.
Urge cumprir o desígnio, a união europeia é um passo para o fim das super-potências, arautos não eleitos para policiar o mundo. Portugal Europeu com a finalidade social, da melhoria de vida, das gentes que um dia partiram para o futuro, alargando os horizontes do mundo, na aventura da descoberta. Todos os povos são diferentes, mas é de igualdade a "fome" que Pessoa retrata, direitos iguais para gentes diferentes, e respeito de seus direitos sem obrigações... é de liberdade o desígnio, não de leis restritivas e condicionantes. Obrigações ditadas pela lei (sempre feita pelos homens) que não visem o bem comum, ou a liberdade do próximo, não passam do virar de costas para os seus. O manifesto é de civilização... aos governantes, "fazedores" da nova europa, pede-se o sacrifício do zelo pelo bem público - é essa a sua função, pública função, servir o cidadão. Quiçá contra os interesses de alguns, porventura de si mesmos, governo ou dirigente terá por sua pena, o sacríficio do zelo pelo bem comum... "de olhar fito no futuro". Por um amanhã, mais solidário, mais igual, mais brilhante que o cinzento baço político apenas parece discernir. Um candidato ao desígnio de governar, tem de abnegar de si próprio, para só servir o seu povo - a causa pública não é abstracto, é a realidade das condições de vida, que no dia a dia, os povos trilham, na escalada da montanha mais alta... subindo à civilização!
Ser europeu significa saber olhar um futuro, desprovido de guerras e de fome, iluminado pela chama da civilização.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Nunca Digas Nunca


Este Portugal Profundo tem coisas destas, a arte do saber surpreender... E António Balbino Caldeira apresenta de novo, um filme (já quase esquecido) para as estreias da ribalta política.

Às ordens de sua majestada, um regresso ao 2007, quando nos cinemas das pipocas, surge a resistência gaulesa perante o dominio de César com Astérix e Obélix (a inteligência e a força) em confronto aberto nos Jogos Olímpicos (arena de combate ideológico), contra a tirânia e a arrogância! A César o que é de César, mas a Heródoto o que é da História e a Sócrates o que deriva da Filosofia...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Outros Tempos

Bandar Abbas (بندر عباس, em persa; antigo território português) fica no sul do Irão... e Portugal esteve mais além fronteiras, desde as descobertas de 1500, as terras de Viriato, redesenhadas por D.Afonso Henriques, expandiram-se com o Infante D.Henrique e Vasco da Gama sendo o maior império que o mundo conheceu... Outros tempos!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Festas Felizes


De MIM... para todos que por estas águas navegam, votos de um rumo seguro à maior das descobertas, o chegar são e salvo ao porto de abrigo, por entre todas as tormentas...



domingo, 9 de dezembro de 2007

Cimeira Euro-África


Assímetria e desvantagens?
Não!
Imaginação e reciclagem.
A cimeira traduzida,
-Eu e tú (África)
da linguagem política,
para o linguajar do povo;
resume-se ao nível dos
pés - retrata Pínia a pobreza.
Pés calçados em sobras,
percorrendo os corredores rumo ao "banquete de Sócrates".
na wikipedia traduz-se o sentido:
"... Já Platão, n'O Banquete, descreve assim o nascimento de Eros, elucidando alguns detalhes até mesmo do aspecto erótico:
"Quando nasceu Afrodite, os deuses banquetearam, e entre eles estava Poros (o Expediente), filho de Métis. Depois de terem comido, chegou Pínia (a Pobreza) para mendigar, porque tinha sido um grande banquete, e ela estava perto da porta. Aconteceu que Poros, embriagado de néctar, dado que ainda não havia vinho, entrou nos jardins de Zeus e, pesado como estava, adormeceu. Pínia, então, pela carência em que se encontrava de tudo o que tem Poros, e cogitando ter um filho de Poros, dormiu com ele e concebeu Eros. Por isso, Eros tornou-se seguidor e ministro de Afrodite (a Vénus romana), porque foi gerado durante as suas festas natalícias; e também era por natureza amante da beleza, porque Afrodite também era bela."

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Era Planetária

As 4 eras da terra passaram... A 5ª idade (de que falou Fernando Pessoa), chegou... e com a Nova Era veio a nova consciência planetária. Aquário é o seu simbolo (signo), para compreendermos - os novos sinais do mundo - basta atentarmos à realidade diversa que nos cerca. Uns chamam-na de globalização, outros querem-na mais solidária, um planeta mais verde e saudável... tudo, é só, mais um passo, do rumo planetário, no seu percurso pelo cosmo. Já ninguém se lembra da Era Dourada, ou da Primeira Idade (Primordial), o esquecimento faz a humanidade correr e avançar rumo ao infinito... Até lá, naveguemos por águas calmas! Os conflitos geram perturbação na correnteza das águas, e estas podem tornar-se diluvianas, pois que é o tempo de Aquário - o que encerra e envolve, todas as espécies de seres vivos - do planeta.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Declínio Petrolífero

(Clique na imagem para ampliar e ver em pormenor)
Os erros da admnistração da super-potência americana - pagam-se caro, pelo mundo fora. O regime liberal-capitalista anuncia o seu próprio declínio - com o declinio da exploração petrolifica com uma bandeira à frente a anunciar o fim de uma era - do petrólio - inicio das novas energias. Contudo, por se aproximar do seu final, e para pagar os esforços da guerra no Iraque, a especulação do preço do barril de petróleo prepara-se para chegar aos $100 dols./barril.
Portugal, apresenta-se como o bandeirante anunciando ao mundo o já evidente. Dá o exemplo, com o preço mais alto de gasolina...
Nem os novos poços de petrólio descobertos em Angola, a explorar pela GALP, servem para amenizar as coisas. A ideia é mesmo "explorar" até ao fim, o êxtase moribundo da energia que marcou um séc. de vida na história dos povos. Nem mesmo os comentadores económicos parecem perceber que se trata do fim de um mundo conhecido, rumo a novas energias por realizar - em beneficio da humanidade (como é proposto pela Steorn, com a energia magnética) - esperamos. Por outros bandeirantes, temos o Brasil, com novas soluções energéticas... A Portugal contudo, resta a Taça simbólica de arauto do novo mundo, como nº 1 do ranking da gasolina mais cara.
.
.Foi publicado no Agora Vox;
«Alan Greenspan, l’ancien président de la Réserve fédérale,
a déclaré dans ses mémoires récemment publiées que "...
la guerre en Irak est largement une question du pétrole".»

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Nebulosa de Orion

Outono espacial, cores de deuses estelares, Outubro no cosmo esfumando-se em rostos surpreendentes...

domingo, 2 de setembro de 2007

Red Bull


Air Race, foi a designação escolhida para o espectáculo aéreo no Porto, à semelhança de Istambul... pena foi os pontos de filmagem não aproveitarem imagens mais apelativas ao turismo mundial - mas o mesmo aconteceu com as corridas no Castelo do Queijo - não se viu o Castelo. Fica aqui um registo fotográfico de apelo a mais imaginação na promoção da cidade do Porto, para que futuros eventos tenham mais impacto e dinamizem melhor o interesse pela Invicta Mui Nobre e Leal Cidade do Porto! Red Bull in Gold River

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Caravela no Lido

A paisagem da Madeira apresenta este belo antagonismo... o passado e o presente futurista. A caravela quinhentista cruza o mar que sustenta uma piscina flutuante do complexo balnear do Lido - desvendando o desenvolvimento da ilha, desde as descobertas marítimas ao tempo presente.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Farol de Portugal


Ali onde o rio acaba, Porto de pioneiros ousados, Foz de toda a Portugalidade... pelo mar fora até onde vai o vento e com ele o vôo das gaivotas, como as naus de velas fitas em novos continentes, seguindo para novos mundos, novos rumos. Esta foto é passado, presente é o vento!

domingo, 8 de julho de 2007

SOS Earth

Uma banda composta por cientistas do centro de investigação da Antárctida -British Antarctic Survey (BAS) - participa na mega operação multimédia "SOS Earth" (Salvem o Planeta), a partir do próprio pólo sul, lá para o fim do mundo onde o continente mais pequeno do planeta, coberto de geleiras ancestrais, rodeia o ponto a que Arquimedes dizia poder com um dedo sustentar o mundo. Várias estações transmitem esta Live Earth - audiência estimada de 2 mil milhões de pessoas... isto é uma nova consciência planetária, um novo Live AID! (1985 contra a fome em Africa)
Uma luta titânica em inicio da Era do Aquário, não contra o terrorismo mas uma ameaça maior, o carbono, contra a exploração e escravidão da própria terra, a mãe de todas as coisas... a deusa Gaia. 24 horas ao vivo no 7 do 7 de 2007 - o dia das 7 Maravilha do Mundo! E tudo isto começou em 1969 com Woodstok...Feliz dia para todos os pinguins do quinto continente, e todos os amantes da música e da paz no Planeta Terra

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Arte Autodidacta

Pormenor de pintura do artista auto-didata, Joaquim Fino. A arte de um Alentejano radicado na bela Ilha da Madeira. A paleta das cores surge como massa fermentada na arte contemporânea, evocando por vezes o período áureo e bucólico de Monet e outros impressionistas. Fica o registo. CCB - Comunicação e Cultura no Blog

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Liberdade de Pensamento

A finalidade da democracia é gerar a política da Liberdade Humana

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Nuclear Não!



Botão Vermelho

Não Premir! Perigo Nuclear!

Energia não controlada!

Opte por outras soluções...

"O Homem sonha, e o mundo pula e avança..." toda a matéria é energia.

terça-feira, 5 de junho de 2007

A Classe Governante


A Classe dos Governantes

Não tem classificação. Não é do povo, nem monarquia e nem burguesia. Não é classe operária nem se sabe se é classe capitalista que não opera. De tudo o que dela se sabe, sabe-se coisa nenhuma. Apenas se diz que é a classe dos que governam – que se governam. Por isso é desclassificada “de per si”, mas para os outros, todas as outras classes, classifica.
Entre os classificados pela Classe Governante estão duas classes;
A Classe Política e a não política – os operários, agricultores, os burgueses e monarcas, os religiosos ou clericais, e ademais… excluindo-se de todo este povo os capitalistas (estes capitalizam, ou não, a Classe Governante).
A Classe Política, na génese da Classe Governante, tem estatuto próprio de apoiante ou oposição à Classe Governante. Os apoiantes são os elegíveis para cargos administrativos – gestores de capitais públicos.
Os da oposição, não. Porventura serão estes apoiados pela classe capitalista, quando esta não capitaliza com a Classe Governante.
A Classe Política apoiante… serve para nada, visto que apoia o seu par, conjugue governante.
A opositora, serve para as demais classes não classificadas, apoiarem a classe política que seja no futuro… a Classe política Governante.
Daí que; Classe Governante e classe da oposição, divergem pelo “estilo”, ou a classe com que superam o estatuto de classificados, para o definitivo estatuto de “não classificados” – sendo apenas “ Governantes”.
Em governando a Nação (GoverNação), classifica-se a “Nação” como não política, conjunto dos demais ou afins; Os pedreiros, enfermeiros, bibliotecários, dentistas, gerentes de supermercados, vendedores, e os estagiários ou trabalhadores temporários, etc.
Os “afins” são os que geram o pecúlio do capital público, os que pagam, para a respectiva administração pública gerir. As regras da gestão do dinheiro, dita-as a Classe dos Governantes; O IRS “Imposto Rendimento Singular” e a taxa da “Segurança Social”. A primeira contribuição é para ser gasta pela Classe dos Governantes, a segunda taxa é para o próprio, (os afins) no fim da utilidade de vida activa, tipo recompensa e dispensa de mais trabalhos – dito, exclusão.
A segurança destes “transeuntes não-activos”, torna-se insegura, pronto para reciclagem, indicando que os demais e “afins”, já não estando no activo, penam apenas pela saúde, quiçá por falta de gasolina, ou motor gasto, ficam entregues à circunspecta classe do reino farmacológico, ou no melhor dos casos a entidades gestoras de final-de-vida (Lares). Tal situação implica passar a andar pelo seu pé, propriamente dito, pé-de-meia. Surge assim a última das classes - os reformados. Não confundir com reformistas, reformadores ou outras fórmulas redutoras desta complicada situação, a cargo do indivíduo mergulhado na maré social, sempre em evolução, tal como vagas em marés de Agosto… Toda a força dos oceanos vem morrer à beira da praia, na restinga do areal quente.

O conceito de “classe” aqui utilizado, não se filia em Trotsky ou Lenine, é conceito bordado e simplificado em ponto cru, como capa de CD para novelas sul americanas, com o propósito de preparação primária.
Todas as classificações passíveis de interpretações socio-políticas mais abrangentes, como “governar para o bem público”, “gestão do património e felicidade do indivíduo”, não estão aqui retratadas, pois essas poderiam ser confundidas com pensamentos filosóficos filantrópicos e aqui trata-se apenas da “Classe dos Governantes”.
Caminhando, P’los sinónimos livres

sábado, 19 de maio de 2007

terça-feira, 1 de maio de 2007

Fim dos Tempos

Quem está a analisar esta guerra do início do séc.? Seja quem fôr tem o dever e a obrigação de esclarecer os povos...
Terrorismo vem de terror, mas terror vem da guerra.

Uma guerra de civilizações, é também uma guerra de religiões, tendente à prevalência de uma moral sobre outra. Os interesses são económicos, mas também civilizacionais. O poder militar apenas abre o caminho à expansão dos conceitos que prevalecem sobre o lado mais fraco, ou preconceitos. A religião padroniza a moralidade e subjuga a parte vencida, manietando-a. O vencedor escreve as novas páginas da história, onde o vencido toma a face da ignomínia. Mas de tudo isto, o que prevalece íntegro num mundo "global", é que todos os povos têm direito à diferença. Daí a razão da guerra ser sempre injusta, e a oralidade dos filósofos ser apenas o contraponto aos senhores da guerra. Os Historiadores verão nisto, sempre, um passo mais na "civilização", esquecendo que só contam a "história" por fazerem parte do lado que prevalece... por essa razão, muitas civilizações desapareceram, outras nem testemunho deixaram. Para elas "o fim dos tempos" chegou com a mesma voracidade com que se lançam as guerras, em demanda de uma pseudo "cultura superior", ou superior poderio bélico. A verdade da guerra, será sempre a incapacidade do Homem viver em igualdade com o seu semelhante. E quem viverá é sempre um desígnio desconhecido do presente.Uma frase ressalta d'O Quinto Império Português; "Quem vem viver a verdade, por que morreu D.Sebastião? "

Sobre tudo isto, os diferentes povos têm direito a saber, é do seu futuro que se trata, do futuro da humanidade, da evolução das civilizações que habitam este planeta!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Dança de Poderes

Análise Temática
Da criatividade analítica da crítica político-social

Dos muitos “filmes” que se estreiam na WEB, e circulam por mails em várias direcções, este “dança de poderes” regista uma perspicácia subjectiva, subversiva mesmo, na assunção da realidade desdita, palpável ao olhar do simples “labrego”, mas também perceptível na subtileza lítica de qualquer intelectual, daí merecer esta composição artística, uma atenção mais pormenorizada, de mais minúcia.
Os actores designados, predominantes na actualidade, se de políticos ocorrentes se tratasse, mostram-se suspensos nos desígnios da vontade que fará o porvir, “O Último Pacto” qual ultimato numa assimetria aparentemente linear, mas que se contrabalança num triângulo perfeito e harmónico, como se observa no enquadramento cénico das posturas assumidas.
No eixo central e separando as duas figuras rivais, o governante e o opositor, governo e oposição, eleva-se com elegância o dignitário supremo da nação, acompanhando o seu par, e o passo, do primeiro ministerial, varão portuguesmente vestido à liça de Zé do povinho, numa roda de dança que implica o sujeito condutor e o conduzido, em perfeita harmonia – sem que pisem os “calos”, como se diz na gíria. Na tríada desta composição harmónica, o lado opositor ao duo dançante, revela-se uma figura feminina suspensa, mas por oposição à fulgurante jovialidade do par, traja roupa circunspecta, de lisura expectante – de viúva ou quiçá de amante. Reside a criatividade pungente nesta composição, a subversiva aquiescência no acto de transformar em paradigma, as figuras de mulher que são de facto homens. Assim, sai reforçado a ambiência que se infere na dualidade feminina, reportando o elemento “condutor” da dança, ao eixo da centralidade masculina das três figuras destacadas. A colocação dos nomes do elenco, logo abaixo dos personagens, dá disso mesmo uma pista, com a troca do nome do elemento central, como que posicionando o condutor da valsa no centro da representação.
O título sugere mais, reforçando ainda a ideia da ambiguidade, quando se diz o local mas se omite o dia da exibição e se antepõe o secretismo da ocorrência. Deixa pois, pairar a ideia de uma conspiração, mais que um secretismo, pelo reforço de um casto e derradeiro segredo não divulgado, um “passa a palavra” em surdina receoso. Baste esta expectação e entender-se-á o subversivo título escolhido “O Último Pacto Em Lisboa”. Poder-se-ia chamar de “ O Último Tango em Paris”… ou, “A Última Valsa”.
Aforismos à parte, não se trata de um último acordo político, esse é contido à percepção, apreende-se aqui outra transcendente percepção do sentido de “pacto”, algo mais subtil e furtivo, não perceptível por ocultação, porém, perceptível sensorialmente.Por último, a tonalidade com que se reveste o “quadro geral”, denunciando uma paleta d’Avinciana , mas também de Avintes, reporta o período político retratado para uma temporalidade Renascentista, burguesa até, fazendo jus à sobriedade na composição do estilo não só de Leonard D’Avinci , mas também de Goya, por não definir perspectiva nenhuma em segundo plano, reforçando a cor ocre, por justaposição ao branco, alvo da luz que releva para primeiro plano o braço condutor desta tríade-política, aqui retratada e analisada. Um único reparo, suscita talvez nesta data, a inexistência de um cravo rubro na encenação montada da actual democracia, mas tal, exigia uma morena de Grândola, um Zeca e um violão às 4 da madrugada.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Babel esquecida

Quem se lembra de como foi o Iraque? Quem se recorda de uma das sete maravilhas do mundo? Da Babilónia, nada resta dos jardins suspensos, hoje é mito. E a cidade de Ur, hoje é ruína?
Tombaram os Palácios do Iraque, tal como a torre de Babel, por intentar alcançar os céus... a guerra tudo destrói, a reconstrução perde-se na memória.

Banca Africana

O Continente da fome, acalenta o dinheiro dos barões guardado nos bancos. A morte impera não só pelas armas... até quando, até quando, África do ouro reluzente e do ouro negro. Da terra poderá um dia nascer o trigo? Da riqueza só de alguns, poderá surgir ainda a esperança... nos meninos à volta da fogueira? A grandeza por vezes está na "pena" do poeta, e a canção de África é um lamento que dura já demasiado tempo, até à rouquidão, suspira: - Ajudem! Help!
Até quando?

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Publicidade

Cartaz da campanha do ministério da economia, devidamente vândalizado - o AllGarve da Vela e da Música, não reconhece a assimilação árabe na cultura lusa, e se é para inglês perceber, melhor seria mandá-los aprenderem a história das civilizações da europa, de ALLondres até ALLisboa.

Além do Tejo

Promover a região alentejana, um oásis no deserto da imaginação, nem precisa do Alqueva... basta designar-se no prefixo árabe o anglicismo dos Beatles - All "we need is love" - e pronto!
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Nota "póstuma" sobre a campanha "ALLGARVE" do Min. da Economia - Apráz dizer que foi retirada, embora "devido a um acontecimento infeliz; o rapto de uma criança inglesa no Algarve." (dito em 9 Maio 2007, pelo dito)

terça-feira, 20 de março de 2007

Agostinho da Silva

Agostinho da Silva, 100 anos de um pensamento livre (2006)

Natural do Porto, Agostinho da Silva foi um verdadeiro “cidadão do mundo”. Com um percurso académico notável, o filósofo doutorou-se “com louvor” ainda com 23 anos. Humanista, acreditava no Homem e na sua capacidade de triunfar pelo seu próprio esforço e conhecimento. Talvez por isso, dedicou toda a sua vida a promover a divulgação da cultura. Os Cadernos de Informação Cultural que lançou em Portugal durante os anos 40, bem como o trabalho que desenvolveu no Brasil – ajudou a fundar a Universidade de Santa Catarina e criou o Centro de Estudos Afro-Orientais na Universidade Federal da Baía e o Centro Brasileiro de Estudos Portugueses na Universidade de Brasília – são exemplo desse empenho em fazer chegar o conhecimento a todos. Defendia um pensamento livre e nunca aceitou que lhe impusessem qualquer limite à sua liberdade, o que o acabou por levar primeiro à cadeia e, mais tarde, ao exílio. Filósofo, poeta, escritor, biógrafo, novelista, … Agostinho da Silva tornou-se conhecido do grande público português no início dos anos 90, pouco tempo antes da sua morte em 3 de Abril de 1994.

Agostinho em palavra e pensamento

“Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; […] Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha” – “Sete Cartas a um Jovem Filósofo”, 1945

Não defendo este partido, nem o outro; se ambos diferem à superfície e podem arrastar opiniões, aprofundemos nós um pouco mais e olhemos o substrato sobre que repousa a variedade […] Que vejo de comum? O rebanho dos homens, ignorantes e lentos no pensar, que se deixam arrastar pelas palavras e com elas se embriagam” – “Diário de Alcestes”, 1945 “Não me preocupa no que penso nem a originalidade nem a coerência. […] Mas, se quiserem pôr-me assinatura que notário reconheça, dirão que tenho a coerência do incoerente e a originalidade de não me importar nada com isso” – “Pensamento em Farmácia de Província”, 1977 “Não sou do ortodoxo nem do heterodoxo; cada um deles só exprime metade da vida, sou do paradoxo que a contém no total” – “Pensamento à Solta” “Claro que sou cristão; e outras coisas, por exemplo budista, o que é, para tantos, ser ateísta; ou, outro exemplo, pagão. O que, tudo junto, dá português, na sua plena forma brasileira”

As comemorações do centenário do nascimento de Agostinho da Silva, pensador que continua controverso e enigmático, tiveram lugar no Centro Cultural de Belém (CCB), com o patrocínio do ministério da Cultura.
As celebrações incluíram colóquios, exposições, publicação de livros, edição de um selo comemorativo, abertura da cátedra Agostinho da Silva na Universidade de Brasília e o baptismo de um avião da TAP com o seu nome. As iniciativas resultam de uma parceria dos governos de Portugal e do Brasil (onde o escritor esteve exilado) e a Associação Agostinho da Silva e incluem a projecção do documentário "Agostinho da Silva: um Pensamento Vivo" e a inauguração da mostra "Agostinho da Silva: Pensamento e Acção" em cidades portuguesas e estrangeiras. A efeméride revela um pensador e pedagogo que continua a ser uma figura controversa e enigmática, mesmo para os que com ele privaram. Reconhecendo que a sua personalidade sempre o intrigou, o ensaísta Eduardo Lourenço afirmou que "não era parecido com ninguém, excepto com ele próprio" e lamentou que a sua obra ainda esteja "pouco estudada". Por seu lado, o escritor Fernando Dacosta afirmou à Lusa que se vive "um tempo anti-Agostinho da Silva", pois "a sua filosofia e utopia" não têm eco junto dos governantes, apesar de ter sido uma figura de "grande lucidez".
Nuno Nabais, professor de Filosofia em Lisboa, assegurou que "não existe um pensamento Agostinho da Silva" e disse acreditar que o pensador "estaria a rir-se, ao ver-se objecto de comemorações oficiais". O escritor Baptista-Bastos, por seu lado, declarou que Agostinho da Silva – "um grande museu clássico com um perfume de modernidade" – representa "uma grande dose de utopia, de quimera e de esperança nas infinitas possibilidades do Homem". O filósofo e pedagogo Agostinho da Silva nasceu no Porto, a 13 de Fevereiro de 1906, esteve preso no Aljube devido a polémicas com o Estado Novo e com a Igreja Católica e optou por se exilar no Brasil. Com a sua morte. Portugal fica com um legado mais rico, fruto de uma obra vasta que inclui textos pedagógicos, ensaios filosóficos, novelas, artigos, poemas, estudos sobre História e Cultura e as suas reflexões sobre a religião.

sábado, 17 de março de 2007

Matar a Sede


Sapo Não Fala

A última barreira da comunicação, é a liberdade de falar... sem pagar para tal! Outros tempos ditaram que para o uso de isqueiro era necessário licença. Hoje explora-se, com taxa de IVA a comunicação no éter... no espaço, no ar. Ao jogar à bola, podemos pagar o "objecto", a bola, mas não se queira que por cada chute que se dá na bola, seja cobrado um valor, ou se venda pacotes de toques na bola, por minuto, ou depois do primeiro minuto, taxado ao segundo... com isso só tiramos a magia da evolução, perdendo os "craques da bola", perdendo uma das grandes conquistas dos tempos modernos... a magia de podermos comunicar, falar, a qualquer momento com quem está distante. Na maratona da evolução das civilizações, diga-se com propriedade, que o "sapo" não consegue saltar a derradeira barreira... a barra da liberdade de falar, sem ter que pagar por isso! Até lá, será melhor desenvolvermos a telepatia...

sexta-feira, 2 de março de 2007

Ouro Negro

"Todo o mundo é composto de mudança"
uma coisa não muda, é a ganância.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Diz, Zé Ninguém

Políticamente Insurrecto, Virtude Crítica.

Os chocolates (todos os derivados do leite em excesso de produção) assim como os produtos (melhor, químicos!) tipo rebuçados e xupa-xupas, estão a ganhar a guerra de décadas contra o tabaco, assim como, os refrigerantes e gelados representam uma das maiores fatias de mercado no consumo europeu. Imagine-se como será com as novas medidas adoptadas em França… com possível aplicação pelos restantes países. Ao entrar num bar, apague o cigarro!... pois, que o interesse agora é outro. Qualquer consumidor gasta mais se não fumar, em todos os produtos supérfluos que abundam nos países desenvolvidos, e escasseiam na África e Ásia. A cidadania devia implicar, energia e água estatizada, marcada com um preço baixo, pois que este bem é de pertença a todos os habitantes, e até as empresas petrolíferas deviam subsidiar todos os projectos que fossem de interesse básico comum… assim, dir-se-ia com propriedade que os países eram “desenvolvidos”. O atraso reside na premissa de que a “legitima” exploração capitalista é o fundamento do desenvolvimento, das economias (não dos cidadãos). O exemplo dos magnatas árabes sustentam esta tese… os seus compatriotas continuam a comer tâmaras com pão, enquanto o sultão viaja de jacto particular, e tem o iate na marina privada. A fonte de riqueza é no entanto… o ouro negro da terra dos ancestrais comuns. Estamos no declínio de seu valor, face às energias limpas...
A distribuição de riqueza, tal como a repartição do trabalho (por tempos distribuídos pela totalidade da população activa) é no futuro a via pela qual um país será considerado “desenvolvido”… até lá, resta ainda a chucha dos lobbys no saque de bens comuns a toda a humanidade, a acumulação de riqueza de uma minoria desconhecida (não aparecem no 100 mais ricos do mundo da Forbes). A compra dos rácios de poluição, permitem ainda aos ricos, subjugar os países pobres… que um dia com o desenvolvimento serão também eles, poluidores sem quotas para vender… Isto, o capitalismo não prevê (não interessa o futuro, só o presente ou lucro imediato). Acresce que para os ricos “venderem” está subjacente que os pobres precisam de alguns recursos, que lhes permita “comprar”, esta é a balança da dicotomia dos tempos modernos. Filosóficamente, diríamos que Zaratustra falava do sonho do homem, voar, enquanto o realismo de Wilhelm Reich escutava ("Listen Litle Man!"-1948) as necessidades básicas comuns à humanidade. Socialmente seria a justaposição das teorias de Josué de Castro (in, “Geopolítica da Fome”) sobre a chegada da subnutrição aos países em vias de desenvolvimento, e a técnica da banda gástrica desenvolvida para obesos (a indústria farmacêutica é o maior aliada da alimentar). Com estes parâmetros, nem Agostinho da Silva, nem a madre Teresa de Calcutá, conseguem afrontar os desígnios do determinismo económico, alicerçado num capitalismo chamado “liberal”. O “homem bom”, de Rousseu, converteu-se no apostador do euromilhões, e o sonho de voar como a águia, enlouqueceu-o, e tal como sucedeu com a loucura de Nietzsch, o bom selvagem converteu o "pessoal" em “globalidade”, esfumando-se o seu altruísmo em cobiça de grandeza.

Este artigo tem assinatura de “ Zé Ninguém” e foto/design de Salvador Dali