domingo, 22 de maio de 2011

Sondagens Sondas e Provetas

As novas da Campanha Eleitoral - 2011
País sem tanga, mas com políticos de muita tanga!
Veja como foi e entenda como é... sempre igual.
TV-Digital sem Cabo de ligação à Terra

terça-feira, 26 de abril de 2011

Eurolandia

.
Italianos cantando o "je t'aime", e os franceses o "sole mio"... e Portugal?
Com uma banda de facas e acordeons, bombas e cacetes.! Eis a União Europeia no seu pior, graças aos seus eleitos predestinados, pirilampos plásticos a caminho do desvario, e no seu devaneio, perdem-se os cidadãos numa europa perdida... ninguém imaginaria isto possível! Esta realidade sem solidariedade! Falta apenas o grito de Ipiranga, o salto para o abismo de Jerónimos, o último dos líderes. Mas a Esperança não morre! A União Europeia é possível... com outra estirpe de gente.
A livre circulação não do capital, da banca ou despotismo, mas das gentes, do povo. É essa a liberdade, esse o sonho português, de uma velha Europa renascida capaz de novas descobertas.
Veremos a direção do rumo europeu... aguardemos. Até quando esta cegueira política será aceite pelos cidadãos. A Europa constrói-se no dia-a-dia! Se caso for necessário reconstruir de novo, o sonho europeu, novos muros serão derrubados, caírão líderes, como folhas, secas de ideias, vazias de humanidade. Em seu lugar se plantarão as sementes que elevam as gerações, a novas civilidades, a novas éticas, a uma renovada Europa! Então, Paris será a cidade luz, e todos os outros países serão... Países! Diferentes e por isso belos, iguais em comunidade e ideiais... Iguais na diversidade! Unidos! Europeus!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Nostalgia da Revolução

Não é esta a Europa sonhada, nem este o Portugal pretendido.
25 de Abril é mais além... Rumo a um futuro que seja nosso, mas renovado e de esperança em novos descobrimentos. Viva Portugal!!!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Abordagem


.Por mares já deveras conhecidos

De piratas e escroques corrompidos

Braminde povo de novo a espada

Passemos para além da Taprobana

Enfunando as velas de esperança

Por um novo Portugal destemido.

MIM

terça-feira, 29 de março de 2011

O Prémio Pritzker 2011


A qualidade da simplicidade que assombra o caminhante, mas que acolhe o meio e a natureza, ergue na arquitectura portuguesa um segundo laureado com o Pritzker, após Siza Vieira, mestre expoente... a Medalha de reconhecimento da obra premeia outro mestre ímpar no desenho das formas da arquitectura. Parabéns... Souto de Moura!! (Estadio de Braga... ver a obra)

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Bing-Bang Financeiro

O Reino Morreu - Viva o Capital

. A Soberania da Europa e do Ocidente nas mãos do Investimento do Capitalismo Selvagem
A Agencia Fitch, angariando baixos riscos para os seus investidores, atira para a penúria Estados Soberanos como a Grécia ou Portugal, com o mesmo despudor com que o preço do petróleo sobe “com os medos” de possibilidades remotas que desencanta aqui e acolá, temores por um tremor ou uma rebelião ou mesmo, um espirro nos desertos da arábia.

São as agências de “ratio”, os ratos que saltam quando se afundam os navios. O melhor “jogo de monopólio”, a Bolsa dos agiotas, ganha sobre a miséria alheia. Nada se aprendeu (economistas e analistas) com o crash financeiro de 4 de Outubro, e as aplicações bancárias (nos títulos de investimento) permanecem ocultas do poder das democracias. A voracidade do capital surge com as “oportunidades especulativas” do desenvolvimento da China e dos países emergentes.

A Democracia da velha Europa agoniza perante um Capitalismo ganancioso, encapuçado com “Títulos do Tesouro” que mais nada é, senão, a apropriação das reservas da soberania dos povos.

Ergue-se uma nova Gomorra sobre a cidadania. Da Grécia calam os deuses… De Portugal mata-se a aventura de novas descobertas. É o triunfo de Sodoma sobre a cultura ocidental, e todas as línguas faladas aturdem uma Europa sem semideuses.

A Religião é agora a face da moeda, e nem César a pode reclamar. A idolatria matou o imperador.
A soberba da opulência, é o novo culto social e preserva-se com a compra do ouro – plasma supremo de poder – com as sobras da sua riqueza compram-se as Dívidas (quem as não tem) para que possam assim (pela ajuda externa) destinar o desígnio dos Estados, a seu gosto próprio, debilitando (pelo débito) os povos do Ocidente a um futuro sem esperança. Arrolhando o próprio crescimento do bem-estar, os Investidores aforram o pecúlio, e preparam os caminhos da revolta e da guerra, sem que os políticos percebam que já não mandam nos desígnios das nações, cabisbaixos em reuniões de hipocrisia, onde prevalece e governa a economia sobre os representantes eleitos.

A trama forjada, em ideais genuínos, de uma Europa Unida, com o mesmo fogo ungiu novos reis sórdidos. São os novos novos-ricos agiotas, milionários e magnates oportunistas devoradores das reservas da mãe natureza. Esgotaram já os recursos redistributivos da Terra e só resta agora a cobiça da Natureza Humana. A mais alta vilania dos novos Senhores da Guerra é a compra das almas, a luciferina subjugação da liberdade individual, a posse da soberania colectiva na desonra da sua própria natureza humana. A riqueza dos Investidores veste-se da vergonha das Nações, são os apátridas da ética e moralidade quem, agora, dita que o bem supremo a laurear… é o mal e a desgraça da Europa, guardiã dos valores culturais do Ocidente. Do mundo pretendem toda riqueza, qualquer uma que seja.

O despojo deste canibalismo ideológico, será a miséria de todas as pátrias. O Reino Morreu - Viva o Capital

domingo, 13 de março de 2011

Catástrofe no Sol Nascente

NO Nuke … O grito hippy dos anos 60 era afinal um aviso para o futuro, e o futuro é agora, após o 2001 Odisseia no Espaço. Os EUA detiveram-se após o seu primeiro acidente com centrais nucleares a serem revistos, a Alemanha apresentou as novas centrais “seguras” e o Japão destacou-se na vanguarda da tecnologia nuclear. Depois foi o susto Chernobyl que alarmou a Europa… mas era ainda um esboço do Apocalipse... Quando este chegou, surgiu como o rugir da natureza revoltada, impondo uma outra vontade, que não humana. Uma erupção vulcânica, um potente terramoto seguido de um devastador Tsunami, culmina com o caos de uma central nuclear a desabar após a primeira vaga da fúria de Oceanus. O Japão revive os momentos do medo da explosão atómica de Hiroshima. Agora em Fukushima, o mundo revê-se na loucura que foram as construções nucleares “seguras”. Com a queda das primeiras neves, sobre as cidades sem electricidade, ainda se escuta o leve murmúrio dos anos 60; “Peace and flowers, NO NUKE!”

quarta-feira, 9 de março de 2011

A Geração Global

Da Deolinda ao Presidente reeleito... A Democracia marca o afastamento do mundo político, resultante do vazio entre a nata partidária e o povo, agora a geração do não 25 de Abril, desprezada pela imoralidade de governantes de poluída reputabilidade, são "as crianças deste mundo a aprenderem a ser homens" com a convocação da versão da Revolta do Jasmim - a "Geração à Rasca" vai para a rua dia 12. Vai exprimir a mesma revolta do mundo árabe. Clamar por justiça na igualdade, exprimir o descontentamento de um mundo entregue a especuladores emergentes de um capitalismo anacrónico e selvagem, gritar pelo direito mais profundo no ser humano - o Direito a ser Feliz! A Evolução segue o seu rumo, pelo caminho ficarão as folhas secas de um Abril entorpedecido pelo ego de socialistas, que não arregaçam mais as mangas da camisa, mas sim, abotoando os seus casacos da Aute-Couture vão aforrando as suas aplicações, em Off-Shores, menos transparentes, as mesmas opacas transações financeiras que provocaram o caos financeiro reinante.

A Liberdade não dita as leis dos oprimidos... A Cidadania toma-as por aprendizagem.

Leis que geradas no apanágio do pecúlio de uns poucos, protegendo os mesmos, cavou o fosso entre eleitos e votantes, menosprezou a Democracia, em obrigações menores, numa democracia de duas estirpes. Os eleitos e os votantes... daí a rebeldia reconhecer o opressor pelo rosto.

Os nomes da responsabilidade escondem-se entre os burocratas do aparelho político-partidário, mas não do olhar da realidade. Para alguns o preço da gasolina é caro, um roubo, para outros o choffeur leva-os ao destino, por SCUTs não portajadas... Uns enviam os filhos a estudar em London e outros não recebem propinas... E são estes, os que ficam por não poder partir, que agitam as aguas lodosas de um país constrangido, onde a pouca riqueza que ainda sobra, é o amar a Democracia e a Liberdade.
A todos eles... um Futuro Feliz, nas aguas de Aquário!

terça-feira, 8 de março de 2011

A Última Viagem

Discovery... um sonho de toda a humanidade. Com o maior feito da civilização, que foi o projecto Hubble - a capacidade de vermos para além das constelações. Uma imagem que fará parte da historia da humanidade, dos argonautas desde os Descobrimentos Marítimos Portugueses à futura vigencia da Era de Aquario.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A Queda dos Faraós



Anubis - a divindade egipcia - desperta todo mundo Árabe, com o "Dia da Ira" chega ao fim o reinado de 5 mil anos dos Faraós, dos califas e dos reis do petrólio. A nova geração muçulmana desperta para a Nova Era. Começou a Revolta de Jasmim, a Revolução de Aquário no profundo Islão... agora a cruzada faz-se em nome do povo e pelo povo árabe. Um passo na evolução...
(tema apropriado para ouvir First Step in Evolution)
*
A Democracia chegou ao reino dos Califados (BD in AgoraVox)

domingo, 23 de janeiro de 2011

O Baptismo do Voto

Os Voto$ Presidenciais... estão depositados! Os rendimento$ desta aplicação ficam dependentes dos valores do crédito, da confiança da banca, dos valores em Bolsa e do PIB, do Banco de Portugal, Banco Europeu e do FMI... e só por fim, dos valores morais.
Hoje, a democracia é outra... é, a do baptismo da Banca Global.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz Ano Novo




Sempre espectacular e estrondosa a noite de fim d'Ano na formosa Ilha dos navegantes... a Madeira

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal Com Verdade

Boas-Festas e um Feliz Natal a todos os argonautas... navegantes da liberdade pelos mares da web. Bom rumo a 2011... votos de uma cidadania com direito à informação.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A...Deus

Adeus...
A última MENSAGEM...
As palavras de Fernando Pessoa, clamam por... um novo Império, o Quinto Império, ou outro que seja, mas que seja português!
Que se cumpra... Fico à espera!
Até que chegue esse novo amanhecer de S'perança, de Pax num Mundo mais harmonioso - SEM GUERRAS CIBERNÉTICAS - até lá, fico aqui esperando por melhores ondas, nas margens desta nova Era Aquariana, a que outros chamam "global", não entendendo que já perderam de vista o "globo", o rumo.
E até que se cumpra... neste mar revolto e salgado pela ambição, desmedida, naveguemos as caravelas para outras águas... que sejam mais doces, e que mesmo sem promessas, chegue o argonauta a outras terras, a novas descobertas... pois que falta ainda, rumar a outras paragens, falta ainda...
"Senhor... Falta Cumprir-se Portugal"
de MIM, para todos os navegantes... Aquele Abraço

Welcome to Ullyssipus... Obama


Por cá podem andar nas calmas, pelas ruas da cidade, mesmo ir até aos Pasteis de Belém, depois da cavaqueira no Palácio de Belém... tudo isto sem seguranças da secreta!
Este é o país de Viriato, de D.Afonso Henriques, de Vasco da Gama, de Camões e de Pessoa... O povo pacífico, a potência de outrora que reinou em quase metade do mundo. Não se estranhe, a globalização entranha-se, é inevitável... e Obama!, amigo, o povo está contigo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Economia de Filosofia Amarela

Hu-Jintao e Sócrates - dois sorrisos financeiramente diferentes...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Portugal Sem Rumo

Quando a economia governa as opções políticas, o timoneiro vai sem rumo, levando a nau para o mar dos sargaços, ou rumando para a rebentação dos rochedos do Adamastor... arrastando o fardo da dívida,
Vai Portugal sem rumo!

Tanto devem as energias renováveis servir o interesse global, como a economia deve ser um meio para a felicidade dos povos, no seu progresso sócio-cultural, e por consequência, providenciar e servir ao mundo, um futuro melhor, harmonioso. Endividar o amanha por incapacidade política, é desmembrar a nobreza da função pública, é ferir o equilíbrio sócio-económico, atirar para o genocídio a própria noção da Republica, é decapitar os princípios da democracia por segregação da função de serviço à nação.

A incapacidade de bem governar não tem auto-reconhecimento, embebido que está na sua imagem pública, daí a razão da democracia, em poder escolher as alternativas mais capazes, para traçar o rumo certeiro ao porto. Quanto mais alterados os mares, em tempos de perigosas vagas da incerteza, mais empenho devem ter os marinheiros nas suas tarefas próprias. Cada um, a seu posto, deve sempre fitar a finalidade comum, chegar sã e salvo ao abrigo mais próximo, salvaguardando assim a caravela que a todos transporta. E isto não é endividar o futuro… é salvaguardar o futuro de novos rumos, de novas viagens.

A crise financeira de Outubro foi o culminar da incapacidade capitalista, o colapso de uma vã ganância primitiva e irracional. O sistema do lucro mostrou-se tal como é, como não fidedigno do bem geral civilizacional, e como mapa organizacional, dos estados e povos, demonstra a necessidade de novas mentalidades, onde a riqueza maior se encontra no bem-estar dos cidadãos e do mundo, não na infame acumulação de riqueza, mas na sua aplicabilidade redistributiva. Novos timoneiros serão precisos para a viagem das novas descobertas, novas formas de energia que preservem o planeta e novas políticas que salvaguardem a humanidade. A incerteza pode sempre pairar durante a navegação, no rumo a novos paradigmas, mas com fito na felicidade, o ousar será sempre o aliado natural dos novos argonautas...

E tudo que seja cobiça, fraude, engano, usurpação, exploração do próximo, seja o timoneiro ou seu faxina, e tudo o mais que nos leve a endividar o futuro, as crises financeiras ou económicas… tudo isso, borda fora! Sejam eles príncipes ou mandatários do papa, sejam reis ou jograis, reputados europeus deputados ou presidentes, analistas ou mandatários, tudo o mais que seja de mau augúrio ou infortúnio… que vá borda fora!!!

(E) borda fora… (por)que Portugal vai sem rumo!

sábado, 23 de outubro de 2010

Panfletários e Políticas

AI Portugal, Portugal...
O mundo está a mudar
 Oh! Mar salgado; Quanto do teu sal;
São lágrimas de Portugal...
Agora Vox (de raíz latina, a voz do povo) é uma das páginas mais surpreendentes da Net francesa.
Com uma filosofia renovadora sobre a « informação » ou os novos meios de comunicação e divulgação da notícia,o livro por detrás do projecto "La révolte du pronétariat" de Joël de Rosnay (Fayard, 2006), prova que os grandes meios de comunicação perdem o domínio do controlo da noticia, devendo estes perceber e adaptarem-se a uma realidade global, onde o proletariado da Net, tem uma palavra a dizer. No campo virtual, a comunicação é aberta e verdadeiramente livre… cabe a cada um escolher o seu « interesse », a informação pretendida, e neste rastreio (surfar) a velocidade das redes sobrepõem-se a interesses e lobbys de várias latitudes. A França, com esta página remete-nos hoje ao ponto central da máxima expressão da democracia – égalité, liberté, fraternité.
A cidadania pressupõe a liberdade informativa

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Outono do Meu Descontentamento


Ah AH Ah ah ah ah
 ah ih ih ih
 ahhh ah ah
 ah AH AH AH
AH AHah ah
 ih ih ih
ah ah ah ah
ihhhh iiiih
ah ah ah
ihih ia ah ah
ahhhhh





Prosa Poética Sem Versos Nem Rima

Durão cativo e fraco na guerra de todos os males, tresmalhou-se…
Guterres olhou ao seu rodo e partiu, assustado pelo que viu…
Santana pulou descontente na valsa putativa da presidência…
E Sócrates chegou p’ra ficar, nas doze badaladas da fábula… estacou!

O povo votou PS, crédulo na sua genuidade e os socialistas perderam a liberdade…
A pedofilia arrastou-se entre abraços, pela lama debutante da Confraria…
Jornalistas, por políticos escorraçados, deram ética à desordem…
Tantos são os casos, que mais se ganha calando a boca de quem fala…

Aos seguidores da perdição, as promoções abrigam a desnuda cobiça…
São os gestores, vice e secretários, analistas e economistas, que emudecem…
Esfrega as mãos belzebu, senhor das finanças e das crises, que o terreno é propício…

Do manguito português desdenham os que subiram ao alto da árvore sem folhas…
Estancada a natureza da génese, sobra a indiferença da penúria dos prados quentes sem rios…
O português morreu defunto da política que tudo queima e à força de querer renovar, tudo mirra…

“-Aqui d’el rei que a república nos rouba!” ouvem-se alguns gritar, mas não é grito ainda, é sussurro quase surdo, de almas penadas pela desilusão de quem acordando vê o sonho destruído, um ranger corroído pela mentira. Falta-lhes a voz, de tanto espanto, tanto abismo…

As promessas quando ditadas nos lábios de mentirosos, nunca escrevem e sempre esquecem o anterior parágrafo, embalados que ficam pela cadência das palavras ocas e soltas ao vento...

E quem não sente, não é filho de boa gente. E “gente” no falar sem acordo significa multidão, povo, população, nação e resume que é humana, que é Pessoa.

"A humanidade sofredora é cega -
O resto é apenas ser..."

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Cem de Republica

António Sérgio, filho de um almirante governador do Congo, nasceu ma distante India, em Damão, vulto liberal da cultura política da 1ª Republica que pouco se importava se Portugal era monárquico ou republicano, era sim, um defensor do ideário socialismo cooperativista, algo que único fosse português, sem marxismos ou filosofismos. Foi um vulto do pensamento que se diz hoje, pragmático. Acreditava que um povo detentor de conhecimento e cultura podia ser de novo grande e propunha como ideário político uma reforma na estrutura do ensino, capaz de  atingir o nível do estágio dos países nórdicos. Tal como outros grandes nomes do seu tempo, conhecimento e cultura política eram um meio para fins altruístas, o serviço da causa comum, para o bem-estar e desenvolvimento do país.
Ao seu Idealismo Crítico, poderíamos hoje comparar quase à Teoria da Conspiração, no sentido que cabe ao indivíduo questionar sempre, o que se apresenta como dúbio ou turvo, duvidar sempre das verdades inquestionáveis da propaganda de massas, da ditadura de informação focada e condicionada com fins estranhos à liberdade do homem. Idealismo Critico é hoje mais necessário ainda, quando um politico se afirma não pelo valor das ideias, mas pela cénica da propaganda e controlo da acção política. Para um bom político é necessária a condição de ser um bom homem, com a aspiração comum da igualdade no bem-estar social.

Na biografia deste primeiro auto didacta político do inicio do séc. XX, escrita por Carlos Alberto de Magalhães Gomes Mota (um português de alma nascido em Moçambique) pode ler-se;

“Importante seria para Sérgio o progresso económico e moral do País.” (ver referencias  aqui)

Por essa razão o empenho da Republica, implantada por seus companheiros na dissidência e oposição, devia ser vocacionado para o ensino, no porvir enriquecedor da cultura do povo e dele se conhece a primeira verdadeira reforma do ensino no Portugal Republicano.
Como Ministro da Instrução (actualmente da Educação) em apenas um ano no cargo, António Sérgio fundou o Instituto Português do Cancro (o actual Instituto Português de Oncologia). Na educação propunha bolsas de estudo no estrangeiro. Difundiu novos métodos educativos; criou no marasmo pobre da cultura de seu tempo o conceito do cinema educativo; criou o ensino especial para deficientes, ou seja, comparativamente, fez mais pelo ensino que todas as reformas dos últimos tempos têm feito. Não desacreditou professores, deu-lhes antes ferramentas para melhor postularem a transmissão de conhecimentos em aprendizagem mútua da democracia, tal e qual... "Oh Captain, my captain"!.
Poucos são os ministros do alvorecer de Abril, capaz deste mérito do ideal socialista.
Isso mesmo se consagra na Suíça com o registo da passagem deste vulto cultural português;

“Entre 1914 e 1916 António Sérgio esteve em Genève no Instituto Jean-Jacques Rousseau (O bom selvagem), onde conviveu com um «micro-cosmos» muito influente no movimento internacional de renovação educativa.”
Desde a 1ª república que se reconhece o desígnio primeiro do bem comum: A cultura e o saber do povo, em prol da comunidade. Desde aí, com o tempo, mais distante fica este ideal.

Desde a 1ª Republica que não se deu ouvidos a António Sérgio, a assembleia não discutiu a sua proposta de formação de “quadros de excelência”). Mas não se esquece nunca um grande homem que simplesmente “queria treinar futuros cidadãos democratas pelo emprego de métodos da democracia política”. Podem hoje os governantes dele se esquecerem, os mesmos governos (porque democratas) a quem ele exigia a moral antes de tudo e dos governados pretendia um legado, o do saber ser democrático, um povo com acesso à informação e conhecimento, digno do usufruto da cidadania e prosperidade, em igualdade de dieitos e deveres.

Hoje importa lembrar de novo, que não cabe ao povo suportar a ostentação do rei, no pagamento da vassalagem. Hoje o rei está morto e deve ser o governante a suportar a emancipação do povo… a ponte da ignorância para o saber, deve ser de passagem livre e igual para todos, por essa razão lutaram os verdadeiros republicanos, pela comunidade lutam ainda os verdadeiros pensadores do futuro de Portugal. Pensar grandes obras é planear no tempo, assim partiram as naus das descobertas sonhadas pelo “Trovador”, partiram no dia em que foi plantado o pinhal de Leiria, conduzidos pelo Infante que ousou sonhar a obra das descobertas. O saber o manda, que primeiro se plante e depois se colha, na devida estação do tempo, da vida. Conduzir Portugal é planear o futuro…

100 Anos depois da morte do rei, do fim da monarquia, no Centenário da Republica, na actual Assembleia da República gostaria de ouvir um D. Juan qualquer, dizer a quem por falta de carácter e ética na tribuna fala;
-“Por qué no te callas?!”

Pela República e Pela Grei, mas Pelo Progresso.